Chamada artigos: Futebóis (Revista FuLiA)

Data início: 31/12/1969Data de encerramento: 27/05/6400Local: FuLiA / UFMG: revista sobre Futebol, Linguagem, Artes e outros EsportesData limite inscrição: 27/05/6400

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Organizador:

Arlei Damo (Instituto de Filosofia e Ciências Humanas – UFRGS).

Havia um tempo em que falar de futebol era um tabu nas ciências sociais, a menos que fosse para falar mal. Embora seja possível localizar alguns trabalhos tomando o futebol a sério nas décadas de sessenta e setenta, é forçoso constatar que se tratavam de iniciativas isoladas e condenadas a permanecer às margens do interesse acadêmico. No Brasil, faz pouco mais de quarenta anos que surgiu a primeira dissertação tratando o futebol com a devida atenção.

Desde então os trabalhos foram se multiplicando, em todos os formatos e nas mais diferentes áreas das ciências humanas, sociais e para além delas. Nos primórdios destacou-se a relação desse esporte com a identidade nacional e em seguida problematizaram-se as torcidas – organizadas ou não –, mais tarde os profissionais e permeando estes temas também se tratou das narrativas de poetas e cronistas. No entanto, quase sempre se tomava como objeto o futebol, no singular, que nada mais era do que a versão espetacularizada e agenciada pelo Estado e/ou por entidades privadas vinculadas ao conglomerado FIFA.

Negligenciavam-se, quase sempre, as formas de praticar e torcer que escapavam a estes agenciamentos. Era o caso das peladas, da várzea e, sobretudo, do futebol das mulheres, entre outros. Nas últimas décadas, finalmente, este equívoco – desculpável porque o campo ainda estava em formação – vem sendo reparado, de tal modo que já se pode usar com mais naturalidade o termo futebóis, em que pese ele estivesse nos dicionários desde muito tempo.

A par dessa nova tendência de tratar os Futebóis com a pluralidade devida, a revista FuLiA / UFMG abre espaço para um dossiê especial com esta temática. Serão aceitos trabalhos de diferentes matizes teóricas e metodológicas que descrevam, comparem e problematizem a temática da diversidade, das diferenças, das tensões e das lutas contra hegemônicas no espectro futebolístico, enfatizando, sempre que possível, as especificidades e pluralidades de experienciar os futebóis.

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