Corpo, História e Movimento: os esportes através de um olhar interdisciplinar

Data início: 28/09/7600Data de encerramento: 31/12/1969Local: UnisinosData limite inscrição: 31/12/1969

O Colóquio

Colóquio Discente de Estudos Históricos Latino-Americanos (CEHLA) é um evento promovido e organizado pelo Corpo Discente do Programa de Pós-Graduação em História da Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) e que tem como meta promover um espaço de encontro para acadêmicos interessados em contribuir com a discussão sobre a História da América Latina.
​Dessa forma, nosso colóquio busca ser um espaço de diálogo e troca de experiências e conhecimento produzido na academia, para a construção, a mais plural possível, do conhecimento histórico. Esse é o compromisso do corpo discente do PPGH/UNISINOS.

IV CEHLA, edição de 2021, tem como tema História, Democracia e Educação em Tempos de Crise. Pretendemos com isso não limitar os trabalhos e discussões a serem trazidos ao nosso evento, mas antes, colocarmos historiadores – e cientistas sociais em geral – a pensarem a realidade política brasileira e, também, Latino-Americana, sobre as questões da Democracia e como isso se relaciona mais diretamente com a História e Educação nesses Tempos de Crise.  Como afirmou Sérgio Buarque de Holanda “uma das missões do historiador, desde que se interesse nas coisas de seu tempo – mas em caso contrário ainda se pode chamar historiador? –, consiste em procurar afugentar do presente os demônios da história”.

Além de compartilharmos o crescimento de tendências autoritárias com nossos vizinhos Latino-Americanos, não podemos esquecer um passado que nos aproxima. Seja o genocídio dos povos originários, a escravização das populações africanas trazidas para a América – não esquecendo das diversas resistências desses mesmos grupos – e as Ditaduras Militares que assolaram nosso continente em um passado recente. 
Em consequência, estudos históricos cada vez mais tendem a pensar uma história do Brasil conectada a esse amplo contexto latino-americano, o que parece ter alterado uma lógica de recepção quase passiva de modelos sociais vindos da Europa. Nesse sentido, contribuiu para aflorar um maior sentimento de pertencimento a esse espaço e proporcionou a formulação de projetos de sociedade e de expressões voltados à realidade latino-americana. 

ST 11 – Corpo, História e Movimento: os esportes através de um olhar interdisciplinar

Coordenadores
Fabrício Cardoso da Silva (UNISINOS)
Deivid da Silva Ferreira (UNISINOS)
 
Cada vez mais cresce o interesse em se discutir nas Ciências Humanas aquilo que comumente denominamos de atividades recreativas do corpo. Se para Huizinga (2011) toda interatividade humana possui um caráter lúdico e social, os esportes se inserem neste amplo cenário onde os estudos historiográficos conseguem dialogar com outras áreas do saber. Assim, tendo como objetivo ampliar a discussão sobre a temática esportiva no ambiente acadêmico, propomos e convidamos a todos para refletirmos diversas leituras sobre o corpo em movimento e suas ramificações.

Alabarces (2008), ao falar do futebol inspirado pelas ideias de Sarlo (1997), define esse esporte como uma máquina cultural do século XX e XXI. Se para a América Latina a experiência aglutinadora do futebol se faz visível, estudos como o de Bale (2003) apontam o Beisebol e o Basquetebol como seus análogos nos Estados Unidos. Outros trabalhos apontam para atividades como o ciclismo, o boxe, a patinação. Lugares de sociabilidade, logo as praças esportivas, as ruas, os bares, proporcionam encontros e desencontros, moldando a atividade do grupo a cada vitória ou derrota.

Assim, jornais, portais nas mídias eletrônicas, transmissões pela televisão e rádio foram impulsionadas pela prática esportiva, construindo um verdadeiro mundo do trabalho esportivo. Não podemos deixar de mencionar aquelas áreas que, impulsionadas pelos esportes, tiveram importantes avanços técnicos, como a medicina, a farmacologia, a psicologia, dentre outras. O esporte como espetáculo Olímpico ou como negócio, a exemplo da NBA, entrou no cotidiano das pessoas. São as sensibilidades, talvez, o maior exemplo de como a prática esportiva adentrou na vida de boa parte dos sujeitos deste globo, que se emocionam, choram, riem, encantam e criam com a maravilha de um instante, de um tempo único, como Huizinga denominou o tempo do Jogo.

Referências Bibliográficas
ALABARCES, Pablo. Fútbol y Patria. 4ª ed. Buenos Aires: Prometeo Libros, 2008.

BALE, John. Sports Geography. Second edition. London: Routledge. 2003.

DAMO, Arlei Sander. Futebol e Estética. Revista São Paulo em Perspectiva, São Paulo, v. 15, n. 3, p. 82-91, jul. 2001.

ELIAS, Norbert; DUNNING, Eric (Org). A Busca da Excitação. Lisboa: DIFEL, 1992.

FRANCO JÚNIOR, Hilário. A Dança dos Deuses: futebol, cultura e sociedade. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.

GREINER, Christine. O Corpo: pistas para estudos indisciplinares. 3ª edição, São Paulo: Annablume, 2008.

HUIZINGA, Johan. Homo Ludens. Tradução de Eugenio Imaz. 3ª ed. Madrid: Alianza Editorial, 2012.

MARQUES, José Carlos. Breves estudos sobre futebol, esporte e cultura no Brasil. Revista Comunicação, Movimento e Mídia na Educação, Santa Maria, v. 2, n. 2, p. 1-17, 1999.

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