165.30

A fabricação da violência: o derby da bomba

José Paulo Florenzano 30 de março de 2023

A partida estava agendada para a última rodada do primeiro turno do Campeonato Paulista. As duas equipes encontravam-se mergulhadas em uma profunda crise técnica, enfrentando a insatisfação crescente de suas respectivas torcidas organizadas. Naquele domingo à tarde, 18 de agosto de 1985, o reflexo das campanhas decepcionantes de Palmeiras e Corinthians podia ser avaliado pela bilheteria do espetáculo: 24.993 pagantes, número bem abaixo da capacidade total do Pacaembu, à época, estimada em cerca de 60.000 lugares. 

Vencida pelo Corinthians pelo placar de 1 a 0, gol do centroavante Casagrande, a partida tinha tudo para passar sem muito destaque pelo noticiário, cujo foco encontrava-se no título do primeiro turno conquistado pela Portuguesa. Mas um episódio extraesportivo, como nos mostra a pesquisa arguta e minuciosa do historiador Vitor Canale, acabaria por transformá-la em um marco importante na espiral de violência que arrastava as torcidas organizadas em direção ao abismo.[1] De fato, não tivesse ocorrido a ação preventiva do 2º Batalhão da Polícia de Choque e o derby poderia ter resultado em “uma tragédia de consequências imprevisíveis”.[2] 

Eis a reconstituição sumária dos acontecimentos. De acordo com a cobertura realizada pela imprensa esportiva, por volta das 16:20 horas, ou seja, vinte minutos após o início da partida, foram detidos três torcedores da Torcida Uniformizada Palmeirense (TUP), a saber: Gildemir Nascimento, 18 anos, Osmar da Costa, 20 anos, e José Carlos Burti, 21 anos.[3] A prisão dos três atingia a cúpula da TUP. À exceção do primeiro, um simples sócio, o segundo ocupava o cargo de diretor e o terceiro  o de presidente. Se não havia dúvida quanto à identidade dos torcedores implicados no episódio, nem tampouco quanto à organizada às quais eles pertenciam, a circunstância exata da detenção se mostrava controversa. As versões divulgadas pela imprensa esportiva ora situavam a prisão nas proximidades do estádio, ora na porta do Pacaembu. As imprecisões não paravam por aí. As reportagens sobre o caso ora afirmavam que os três torcedores haviam sido detidos juntos com a sacola de explosivos, ora diziam que foi somente a partir da prisão de Gildemir Nascimento que os policiais chegaram aos outros dois integrantes da TUP. [4]

Torcida Uniformizada do Palmeiras (TUP)

A concepção da ação não era menos polêmica. Afinal de contas, ela se encontrava circunscrito à TUP ou envolvia as demais organizadas do clube? Está dúvida esteve presente desde o início e não foi por outro motivo que, no domingo, além dos três torcedores diretamente responsabilizados pelo plano, dezessete líderes de organizadas do Palmeiras foram conduzidos e prestaram depoimento no 23º Distrito Policial, no bairro das Perdizes, onde o inquérito de nº 853/85 tinha sido aberto. Já na segunda-feira, agentes policiais saíram no encalço de José Bernardo Cambler Nava, presidente da “Brigada Verde”, o qual, segundo os três acusados da TUP, trouxera no porta-malas de um Passat a sacola de explosivos para o estádio.[5] Localizado pouco depois pela reportagem da Folha de S. Paulo, ele admitia ter transportado no carro um “pacote de rojões” e acrescentava uma nova personagem na história: o pacote fora colocado no automóvel por José Carlos Burti, da TUP, e por Cléo Sóstenes, da “Falange Verde”.[6]

Desse modo, pouco a pouco, iam surgindo indícios da participação de outras organizadas no planejamento da ação. De fato, como nos mostra a análise de Vitor Canale, a arquibancada do Palmeiras, em meados dos anos oitenta, achava-se ocupada por uma pluralidade de torcidas cujos nomes representavam uma declaração conjunta de guerra às torcidas rivais: “Brigada Verde”, “Falange Verde”, “Boinas Verdes”, “Máfia Verde”, “Mancha Verde” e “Comando Alviverde”. [7]

Sem dúvida, o derby da bomba inseria-se em um ponto avançado da estrada do antagonismo violento percorrido pelos agrupamentos que entraram em cena no final dos anos sessenta. De fato, em setembro de 1977, um integrante da Gaviões da Fiel já havia sido esfaqueado por membros da Torcida Jovem, no Morumbi, em um clássico entre Santos e Corinthians. Mais adiante, em novembro de 1983, novamente no Morumbi e mais uma vez em um clássico envolvendo os dois alvinegros, houve troca de tiros ao redor do estádio.[8] E, agora, em agosto de 1985, o episódio das bombas no Pacaembu no jogo entre Palmeiras e Corinthians. Esta espiral de violência, impulsionada pela rivalidade local entre as organizadas de São Paulo, recebia ainda a influência global exercida pelos hooligans e ultras da Europa. De fato, não parece constituir mera coincidência que os acontecimentos do Pacaembu tenham ocorrido poucos meses depois da tragédia de Heysel, em Bruxelas, onde 39 pessoas perderam a vida na final da Copa dos Campeões disputada entre Liverpool e Juventus.[9]

Gaviões da Fiel
Escudo da Gaviões da Fiel

Todavia, além dos caminhos de um nomadismo moderno empreendido pelas práticas torcedoras, convém considerar também os fatores contextuais que emolduravam e influenciavam a trajetória trilhada pelos agrupamentos rivais na cidade de São Paulo. Não se trata de postular uma relação causal imediata e direta entre os fatores sociais, econômicos e políticos e a violência nos estádios de futebol, mas de sugerir a existência de nexos explicativos a respeito dos ingredientes que entraram na composição da violência de fabricação local.

Senão, vejamos. Enquanto a direção do Palmeiras, por intermédio do presidente do clube, Nelson Duque, buscava se eximir de quaisquer responsabilidades sobre o suposto atentado, rechaçando ligações com as organizadas, fosse sob a forma de apoio material, fosse sob a forma de respaldo jurídico, integrantes da cúpula da Polícia Militar aventavam a hipótese da participação de “elementos” ligados ao Movimento Revolucionário 8 de Outubro (MR-8). O Coronel João Pessoa do Nascimento, responsável pelo Comando de Policiamento da Capital (CPC), embora negasse a vinculação da torcida de futebol com a organização política, advertia que a “feitura” das bombas não fora obra de “simples torcedor de futebol”. [10] Com efeito, enquanto se aguardava o resultado da perícia realizada pelo Instituto de Criminalística, órgão subordinado ao Departamento Estadual de Polícia Científica, circulavam diversas interpretações sobre o alcance dos artefatos de fabricação caseira. O tenente Tadeu Buono, que comandava o policiamento no estádio do Pacaembu no dia do clássico, avaliava as possíveis consequências da execução do plano:

Uma bomba mataria umas 2.000 pessoas. Mas o pânico na multidão causaria outras mortes. Evitamos uma tragédia maior que a de Bruxelas.[11]

O laudo técnico divulgado no mês seguinte, embora redimensionasse o quadro apocalíptico descrito pelo tenente, corroborava a leitura segundo a qual a detonação do material bélico causaria “lesões corporais, pânico e morte de pessoas”.[12] O paralelo com a tragédia de Heysel, não resta dúvida, justificava-se não somente em termos do número de mortos que poderia ter havido na tragédia do Pacaembu, como, em especial, pela difusão de um comportamento que, não obstante as especificidades das práticas torcedoras presentes em vários países, ultrapassava os limites legais, morais e culturais que balizavam a caminhada pela estrada do antagonismo violento na Inglaterra, na Itália e no Brasil.

A crise de segurança nos estádios de São Paulo, no entanto, deve ser situada em um quadro mais amplo de análise, no centro do qual se encontra a imbricação de três violências, a saber: a dos agrupamentos de torcedores, a dos agentes da ordem pública e a dos militantes de extrema direita. Ela deve, sobretudo, ser interpretada à luz do dispositivo do medo, implantado no exato momento em que se desenrolava o processo da redemocratização. As pesquisas de opinião, com efeito, registravam à época que a “violência” se constituía na maior preocupação da vida cotidiana dos brasileiros. As estatísticas policiais, por sua vez, indicavam que a criminalidade aumentava em todas as cidades do país, destacando-se São Paulo como a mais violenta de todas.[13] O cenário esboçado nos meios de comunicação de uma “violência” disseminada por toda a sociedade, e fora de controle das autoridades, não poderia ser mais propício para o discurso demagógico da extrema direita. A articulação de forças em torno da candidatura de Jânio Quadro à prefeitura de São Paulo, pelo Partido Trabalhista Brasileiro (PTB), reunia igrejas evangélicas, delegados de polícia e militantes radicais da Juventude Janista.

Poucos meses antes das eleições, agendadas para novembro, integrantes da Juventude Janista incursionaram de surpresa no bairro do Bixiga, rasgando faixas, destruindo barracas, agredindo as pessoas que participavam do desfile do Bloco dos Esfarrapados -, uma associação cultural que há quase cinquenta anos se dedicava a satirizar personagens da vida política, promovendo, naquele domingo, 25 de agosto, a teatralização da renúncia do ex-presidente da República.[14] Saindo em defesa do líder populista, os militantes da Juventude Janista atuaram qual uma “torcida organizada”, cuja ação, de resto, viria a ser justificada publicamente pelo próprio Jânio Quadros nos seguintes termos: “Estamos autorizados ao uso da violência, para defender a liberdade”.[15]

A campanha eleitoral do candidato da extrema direita contava com o apoio do presidente da Federação Paulista de Futebol,  e político do Partido da Frente Liberal, José Maria Marin, o qual, nesse exato momento, enfrentava a crise de segurança nos estádios. Além de promover reuniões na sede da FPF com os dirigentes das torcidas organizadas, e, claro, de reforçar o policiamento nos estádios, José Maria Marin recorria a uma equipe de “moças” para distribuir botões de rosas às mulheres que compareciam ao Pacaembu, contemplando-as, ademais, com um cartão repleto de belas mensagens: “Viva a Primavera! Paz nos estádios! Bem-vindas ao futebol!” [16] Ora, ao mesmo tempo em que se empenhava em pacificar o universo esportivo, o presidente da FPF se aliava a um líder populista que defendia abertamente o direito de exercer violência contra os adversários políticos. O engajamento do presidente da FPF na campanha do candidato da coligação PTB-PFL pode ser avaliado pela visita de ambos ao Grajaú, bairro da Zona Sul da cidade, às vésperas das eleições:

Na modesta sede social do Esporte Clube Maria Borba, no primeiro andar do botequim situado na estrada de Varginha, 532, onde se organizam bailes ‘aos sábados e vésperas de feriados’, o candidato[Jânio Quadros] e o ex-governador José Maria Marin – hoje um dos líderes do PFL – foram recebidos por quarenta adultos e trinta crianças.[17]

Jânio Quadros transitava do circuito do futebol de várzea à esfera do futebol profissional, angariando apoios e mobilizando a militância. De fato, logo após a vitória nas eleições municipais, obtida em uma disputa acirrada com o candidato do Partido do Movimento Democrático Brasileiro, Fernando Henrique Cardoso, ele compareceu ao Parque São Jorge para participar de um jantar organizado em sua homenagem.[18] Adversários históricos no clube se reuniram para celebrar a vitória do candidato das forças ultraconservadoras com o qual se achavam ideologicamente identificados. Enquanto o ex-presidente Vicente Matheus (1959-1961 e 1973-1981) presenteava Jânio Quadros com um par de chuteiras para que ele pudesse marcar “muitos gols” na prefeitura, o também ex-presidente Wadi Helu (1961-1971), saboreava aquele momento especial, associando o time do povo ao candidato de extrema direita:

Este é o melhor local para comemorar a eleição de Jânio. Afinal, a vitória foi decidida com os votos corinthianos da zona leste de São Paulo.[19]

As relações entre futebol e política nos permitem compreender melhor a crise de segurança instalada nos anos oitenta nos estádios da Capital e do Interior. A rigor, não se trata de incompetência da classe dirigente em lidar com a questão, mas, sim, de cumplicidade e uso estratégico de uma violência que se prestava a múltiplos objetivos, tanto aos da disputa interna de poder nos clubes, como quando, por exemplo, os “capangas” de Wadi Helu ameaçaram e agrediram os torcedores da Gaviões da Fiel; quanto aos do combate externo, isto é, contra os “comunistas” que ameaçavam tomar o poder na cidade de São Paulo. Com efeito, nos comícios que realizava pelos bairros da capital, Jânio Quadros prometia a uma audiência crédula: “não deixaremos que coloquem a foice e o martelo na bandeira brasileira”.[20]

Conforme a observação lapidar do cientista político Francisco Weffort, o político populista da coligação PTB-PFL se exibia nos cinemas, praças e clubes da cidade como o “xerife” imbuído da missão histórica de restaurar a “lei e a ordem”, combatendo o crime comum praticado pelos bandidos e o complô político orquestrado pelos comunistas. [21] Sendo assim, não devemos nos admirar que nas delegacias de São Paulo os jornais flagrassem adesivos da coligação PTB-PFL afixados nas paredes. Também não devemos nos surpreender com a publicação de uma carta da Associação dos Delegados de São Paulo, acusando o governador Franco Montoro, do PMDB, de proteger os bandidos com os “tais” direitos humanos.[22] Para completarmos o quadro da articulação do poder policial-militar em favor da candidatura de extrema direita, basta-nos citar a declaração de apoio a Jânio Quadros do coronel Erasmo Dias, que se notabilizou no cargo de secretário da Segurança Pública do Estado de São Paulo pela brutalidade repressiva aos movimentos de oposição à ditadura militar.[23] 

Aliás, face à questão da violência nos estádios de futebol, a posição do aparato repressivo do Estado não era menos incongruente do que a da classe dirigente esportiva. Pois a mesma instituição que desempenhara um papel fundamental para evitar a tragédia do Pacaembu, encerrava o ano de 1985 exibindo um recorde histórico na área da segurança pública: 500 “assaltantes” mortos  em “confronto” com policiais militares.[24] Fábio Konder Comparato chamava a atenção para o fato de que a redemocratização não interrompera a “série de horrores” praticados durante a ditadura militar, ao contrário, conforme sublinhava o jurista, eles continuavam a ser exercidos contra “o preto, o pobre e a prostituta”, em todos os lugares: “nas ruas, favelas, praças” ou, ainda, nas “delegacias de polícia de todo o País”.[25]

A “violência”, argumentava Nelson Atibaia, o jovem presidente da Mancha Verde, “está presente na vida normal das pessoas, na sociedade em geral”.[26] Ela permeava as relações sociais dos jovens da periferia, tanto quanto as dos jovens de classe média e alta, os primeiros inseridos de modo geral nas torcidas organizadas, os segundos filiados em especial nos movimentos de extrema direita. Ela também entrava nos cálculos estratégicos dos dirigentes esportivos, nas ações repressivas dos policiais militares, nos roteiros de filmes protagonizados por justiceiros empenhados na defesa intransigente da masculinidade viril e agressiva.

De fato,  a onipotência bélica da personagem de Sylvester Stallone fascinava igualmente torcedores organizados, policiais militares e jovens janistas. A estreia do filme “Rambo II: a missão”, no dia 8 de agosto, ou seja, dez dias antes do derby da bomba, representa nesse sentido um evento importante para a compreensão do imaginário transgressor dos agrupamentos de torcedores.[27] “Não somos loucos nem terroristas”, defendiam-se os três palmeirenses acusados de planejar um ataque à bomba no Pacaembu.[28] Talvez, porém, se imaginassem como simples Rambos de arquibancada, engajados em uma guerra inglória cujo desenrolar, àquela altura, já não permitia discernir quais eram as regras, as armas e os atores do combate.


[1] Canale, Vitor. “Um movimento em muitas cores: o circuito de relações das torcidas organizadas paulistas entre 1968 e 1988 – uma história da ATOESP (Associação das Torcidas Organizadas do Estado de São Paulo)”. Rio de Janeiro, Tese de Doutorado em História, Política e Bens Culturais e Projetos. FGV/CPDOC, 2020. Em especial, o capítulo 4: “Requiem para o sonho torcedor”.   

[2] “Presos torcedores com bombas de fabricação caseira”, Folha de S. Paulo, 19 de agosto de 1985.

[3] Vitor Canale, op. cit., p.301

[4] Cf. “Bombas: prisão de até dois anos”, O Estado de S. Paulo, 20 de agosto de 1985.

[5] “Polícia aguarda laudo sobre bombas”, Folha de S. Paulo, 20 de agosto de 1985.

[6] Vitor Canale, op. cit., p. 301. Cf. “Assalto a banco encerra reunião na FPF sobre violência no futebol”, Folha de S. Paulo, 23 de agosto de 1985.

[7] Vitor Canale, op. cit., p.299.

[8] Sobre esta espiral de violência impulsionada pela rivalidade entre as torcidas organizadas de São Paulo, ver Hollanda, Bernardo Buarque de; Florenzano, José Paulo. “Territórios do torcer: depoimentos de lideranças das torcidas organizadas de futebol”. São Paulo, Educ, 2019.

[9] Vitor Canale, op. cit., p.300.

[10] “Polícia aguarda laudo sobre bombas”, Folha de S. Paulo, 20 de agosto de 1985. “Há um perigo nas arquibancadas”, revista Placar, nº 799, 13 de setembro de 1985.

[11] “Como o Pacaembu escapou de uma tragédia”, revista Placar, nº 796, 23 de agosto de 1985.

[12] “Bombas em poder dos torcedores poderiam matar”, Folha de S. Paulo, 18 de setembro de 1985.

[13] Cf. “O maior problema do brasileiro”, “Criminalidade aumenta em todas as cidades”, ambas as matérias publicadas na Folha de S. Paulo, 6 de agosto de 1985.

[14] Cf. “Juventude Janista ataca no Bixiga, rasga faixas e destrói doze bolos”, 26 de agosto de 1985. A Juventude Janista contava, à época, com cerca de “seis mil pessoas cadastradas”. Cf. “Juventude Janista atribui tumulto ‘reação espontânea’”, 28 de agosto de 1985, ambas as reportagens publicadas na Folha de S. Paulo

[15] “Jânio diz que vai autorizar a violência”, O Estado de S. Paulo, 27 de agosto de 1985. Ver também “Jânio considera um direito uso da violência”, Folha de S. Paulo, 29 de agosto de 1985.

[16] Cf. “Funciona esquema antiviolência”, Folha de S. Paulo, 30 de setembro de1985.

[17] Cf. “Com Marin, petebista faz campanha no Grajaú`”, Folha de S. Paulo, 15 de outubro de 1985.

[18] Cf. “Resultados em São Paulo”, Folha de S. Paulo, 17 de novembro de 1985. Jânio Quadros foi eleito em turno único com 37,6%, contra 34,2% de Fernando Henrique Cardoso e 19,7% de Eduardo Suplicy, do Partido dos Trabalhadores.

[19] Cf. “O caçamba e a vassoura”, revista Placar, nº 813,  20 de dezembro de 1985.

[20] “Para Jânio, adversário transformará igrejas em lanchonetes se for eleito”, Folha de S. Paulo, 28 de outubro de 1985.

[21] “Uma guerra de papel”, Francisco Weffort, Folha de S. Paulo, 17 de outubro de 1985.

[22] “Delegados vão distribuir carta contra Montoro e Temer”, 29 de outubro de 1985, e “Na delegacia, adesivos janistas”, 30 de outubro de 1985. Todas as reportagens publicadas na Folha de S. Paulo.

[23] “Erasmo Dias dá apoio a Jânio”, Folha de S. Paulo, 8 de novembro de 1985.

[24] Cf. “PM matou quinhentos até o Natal”, Folha de S. Paulo, 1 de janeiro de 1986.

[25] “Isto aqui não é a Suécia”, Fábio Konder Comparato, Folha de S. Paulo, 28 de agosto de 1985.

[26] “FPF adverte torcidas do Palmeiras”, Folha de S. Paulo, 25 de setembro de 1985.

[27] Florenzano, José Paulo. “A ‘rambomania’ e as arquibancadas”. Ludopédio, São Paulo, v.164, n.26, 2023.

[28] “Como o Pacaembu escapou de uma tragédia”, revista Placar, nº 796, 23 de agosto de 1985.

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José Paulo Florenzano

Possui graduação em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1994), mestrado em Antropologia pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais, da PUC-SP (1997), doutorado em Antropologia pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais, da PUC-SP (2003), e pós-doutorado em Antropologia pelo Programa de Pós-Doutorado do Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (2012). Atualmente é coordenador do curso de Ciências Sociais e professor do departamento de antropologia da PUC-SP, membro do Conselho Consultivo, do Centro de Referência do Futebol Brasileiro (CRFB), do Museu do Futebol, em São Paulo, membro do Conselho Editorial das Edições Ludens, do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas sobre o Futebol e Modalidades Lúdicas, da Universidade de São Paulo, e participa do Grupo de Estudos de Práticas Culturais Contemporâneas (GEPRACC), do Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais da PUC-SP. Tem experiência na área de Ciências Sociais, com ênfase em Antropologia Urbana, Sociologia do Esporte e História Política do Futebol, campo interdisciplinar no qual analisa a trajetória dos jogadores rebeldes, o desenvolvimento das práticas de liberdade, a significação cultural dos times da diáspora.

Como citar

FLORENZANO, José Paulo. A fabricação da violência: o derby da bomba. Ludopédio, São Paulo, v. 165, n. 30, 2023.
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