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Amadores versus profissionais na década de 1930 – parte II

Plínio Labriola Negreiros 20 de setembro de 2022

Ainda o debate da crônica esportiva

Acerca do embate profissionalismo versus amadorismo, O Estado publicou (Declarações de Arthur Friedenreich, O Estado de São Paulo, 17/03/1939) declarações do ex-jogador Arthur Friedenreich, que associava o profissionalismo e a decadência do futebol:

“(…) Na minha longa carreira de futebolista amador, honrei sempre as cores que defendi, porque o fazia por um ideal: o de bem servir o torrão onde nasci. (…) Hoje, com o novo regime, tudo mudou: não há mais amor próprio, brio e cavalheirismo e sim interesse; o jogador entra em campo não mais para defender as cores do seu clube, ou o prestígio esportivo do seu Estado, mas sim para defender o vil metal, que tudo suplantou. Eis, distintos esportistas o motivo do ‘debacle’ completo do futebol bandeirante, que jamais voltará aos seus tempos de esplendor.”

Porém, num artigo publicado meses depois (O Estado de São Paulo, 04/06/1939), J. R. Pantoja discorda de Friedenreich. Para o cronista do Estado a decadência do futebol não deve ser atribuída apenas ao regime do profissionalismo, mas também aos homens que dirigem o futebol. Para Pantoja, o profissionalismo, se dirigido por pessoas eficientes e interessadas no bem do futebol, possibilitaria reverter a tendência de decadência desse esporte.

De certa forma, outras questões foram acopladas a esse debate, no qual buscou-se pensar nas funções que o futebol devia ter, no sentido de atender às novas necessidades que a sociedade brasileira apresentava. Daí um tema que esteve sempre presente na fala dos defensores do esporte — e não apenas do futebol — estritamente amador: o esporte deve apresentar como função essencial a educação. Porém, o debate sobre o futebol ser profissional ou não, continuaria a ser travado: de um lado A Gazeta, de outro O Estado de São Paulo.

Arthur Friedenreich
Arthur Friedenreich. Fonte: Wikipédia

No caso da Gazeta, existia uma postura muito particular de Thomaz Mazzoni. Este cronista tinha clareza de quanto uma vitória esportiva de uma seleção nacional ou regional poderia trazer em termos de benefícios para o país. E, por isso, deveria ser reconhecida pelo poder público como pela população em geral, já que representava o poder e o dinamismo de um país sendo mostrado para outros povos. Dessa maneira, Mazzoni dirige-se contra parte dos brasileiros que era incapaz de perceber o incrível papel que um esporte tão popular quanto o futebol poderia representar. O futebol, pouco importando se profissional ou não, tinha a capacidade de agregar a população de um país, de uma região. Assim, indagava Mazzoni, por que não colocar o futebol — de maneira definitiva, com disciplina e organização — a serviço da construção da nação, a serviço do Brasil? Daí não ser um acaso a simpatia desse cronista pelo regime autoritário implantado em 1937. E tudo isso com o intuito de defender o futebol profissional, ou seja, Mazzoni tentava mostrar como o fato de se ganhar dinheiro com uma atividade não diminuía a importância dessa atividade, se trouxesse resultados para a nação, conforme excerto do artigo Inimigos do esporte dentro do próprio terreno esportivo, publicado n’A Gazeta em 06/04/1938:

“(…) Um jogador profissional não é capaz de se deixar dominar pelos sentimentos patrióticos, não é capaz de um gesto digno, de uma atitude abnegada? Que estupidez! Alguma vez nosso quadro de puros amadores lutou heroicamente num campo estrangeiro como fizeram os nossos ‘azes’ profissionais na noite do desempate do último campeonato sul-americano em que mais de futebol arriscaram a própria vida? Se Jaú fosse um vulgar comerciante das suas aptidões, teria feito naquela peleja o que fez reerguendo-se ferido e coagido para depois lutar como um leão durante 110 minutos?

Haverá maior exemplo do que esse, de abnegação e estoicismo, de amor e acatamento às cores que Jaú defendia e que eram as cores da sua pátria?

Por que um esportista remunerado não pode elevar o nome do seu país nas competições em que se empenha?

(…)

Não é um bom serviço ao país, não se faz propaganda com os sucessos dos esportistas profissionais no estrangeiro?

(…)

Acaso Carmen Miranda foi se exibir grátis em Buenos Aires? Não teve orgulho, no entanto, de fazer propaganda do Brasil com seu canto? (…)”

A postura de Mazzoni frente ao esporte profissional não deixava qualquer dúvida. Não havia incompatibilidade entre o futebol ser profissional e os serviços que ele poderia prestar, principalmente no que se refere à propaganda do país. Porém, para A Gazeta (03/07/1937), o esporte também trazia ganhos para os seus praticantes:

“No Brasil, só o futebol, dá hoje oportunidade ao esportista.

No Brasil, o profissionalismo futebolístico, implantado oficialmente em 1933, já endireitou a vida de muitos jogadores, apesar de ser maior o número dos que não sabem aproveitar o profissionalismo, por falta de juízo. O dinheiro ainda não atingiu, entre nós, grande altura, como por exemplo na Argentina, onde existem ‘azes’ que receberam uma fortuna para assinar contrato. Dos nossos jogadores, o que mais ganhou, até agora, foi Domingos da Guia, que foi engajado 4 vezes, pelo Vasco, Flamengo, Nacional e Boca Júnior. Outros, especialmente os que foram defender clubes italianos ou argentinos, ganharam boas quantias.”

A Gazeta não tece qualquer crítica aos atletas que procuram o esporte enquanto profissão, chegando a incentivá-las. Ao contrário d’O Estado, que abominava profissionais do esporte, A Gazeta entendia que poucos chegavam à condição de muito bem pagos, tendo alguns procurado outras atividades profissionais, já que o esporte, em alguns momentos, pagava muito pouco. O articulista prefere aconselhar o esportista que, no auge da sua atividade esportiva, ganhando muito dinheiro, prepare-se para o futuro.

Mas se A Gazeta esteve muito mais próxima dos seus leitores/torcedores, isso não impediu que a militância d’O Estado de São Paulo, na defesa de um esporte eminentemente amador, capaz de educar os brasileiros, produzisse uma leitura muito interessante e particular do futebol profissional. Como já se afirmou, nas páginas desse tradicional jornal de São Paulo, o futebol não detinha qualquer prestígio, daí ser tratado com desdém nas suas páginas esportivas. Apenas em momentos especiais — segundo seus critérios editoriais —, o esporte mais popular do país recebia uma atenção redobrada; como era o caso dos jogos do selecionado brasileiro contra equipes da América do Sul, principalmente com os chamados rivais platinos, Argentina e Uruguai. Ou ainda o campeonato brasileiro de seleções, quando envolvia paulistas e cariocas. No mais, um parco noticiário sobre o futebol — se tivermos como referência A Gazeta — , recheado por críticas ácidas.

Porém, essas críticas constantes, que resultavam em campanhas em relação a algum ponto da prática do futebol, expunham as inúmeras contradições desse esporte. Não havia noticiário sem que se levantassem as mazelas que marcavam o futebol de São Paulo. Num deles sobre um jogo que se realizaria na cidade, envolvendo o Huracan, time argentino, sintetizava-se a visão do periódico (09/02/1936) sobre o momento que o futebol paulista vivia:

“(…) O Palestra deve lutar com entusiasmo para defender o abalado prestígio o nosso ‘association’, com uma vitória, se for possível, mas sempre enquadrando-se numa atuação louvável em todos os sentidos. A boa disciplina, a cordialidade e o cavalheirismo são indispensáveis no decorrer de qualquer competição esportiva (…)”.

Tratava-se, dessa forma, de um esporte desprestigiado, já que marcado pela indisciplina, contraditória com uma competição esportiva. A situação de decadência defendida podia ser verificada por frases quase soltas dentro desse noticiário (11/02/1936): “(…) O elemento feminino compareceu em pequeno número (…)”. E todos eram responsáveis por esse momento de decadência. A cada descrição de uma partida, como ainda na publicação de 11/02/1936, novos personagens detonadores das mazelas do futebol iam aparecendo:

“(…)Voltando a falar do juiz, que foi o sr. João Cerzosimo, manda a verdade que se diga que, por quaisquer fatores que nós desconhecemos, não teve ele ontem uma atuação estritamente imparcial e acertada (…)

Essa atuação do árbitro atraiu para si a ojeriza da assistência, mesmo daquele que comparece ao estádio da Vila Belmiro para torcer ‘contra’ (…) resultando ser o sr. João alvo de ‘petardos’ os mais variados. E não foi preciso dizer-se que com essa ‘tempestade’ vieram os ‘sururús’ entre policiais e assistentes, entrando em cena os espadins dos mantenedores da ordem que desejavam surrar os exaltados, que em altos brandos, profligavam contra a errada atuação do juiz (…).

Neste jogo entre o Santos Futebol Clube e Corinthians Paulista, especificamente, apenas os jogadores foram poupados das críticas. E, em última instância, o responsável por todos esses conflitos, era o profissionalismo.

Ao mesmo tempo, é interessante como a crônica esportiva do Estado continuava a olhar para os jogadores com desprezo, conforme se observa na edição 16/05/1936:

“(…) O futebolista só pensa em ‘luvas’ e no ordenado mensal e nas comissões: não pensa em fixar-se em clube algum. Todos os anos os quadros se apresentam com aspectos diferentes (…)”.

Concomitantemente, esses jogadores, para O Estado, eram as grandes vítimas do profissionalismo, até mesmo incapazes de reagir (06/06/1937):

“(…) Eles, os futebolistas, também não protestam contra os abusos de que são vítimas, pois que, com o rebaixamento cada vez mais acentuado do nível moral em que se desenvolve o futebol, nem sempre recebem remuneração satisfatórias (…) E com isso, se submetem a tudo, mesmo porque não vale a pena estrilar, tampouco mudar de entidade, de vez que todas elas agem do mesmo modo “

Ainda segundo esse artigo, só existia uma saída para resolver o nível de exploração a que os atletas do futebol eram submetidos:

“(…) a única esperança dos futebolistas profissionais reside nas futuras resoluções que, a respeito, tomar o Departamento de Educação Física. Pena é, entretanto, que tais resoluções não sejam tomadas, como deviam, imediatamente. Seria esplêndido os seus resultados, porquanto beneficiária não somente os futebolistas com o próprio futebol (…) Com férias obrigatórias, no mínimo de dois meses, veríamos, talvez, o ‘association’ reviver em São Paulo e nos outros Estados que tivessem igual procedimento (…).”

Essa questão continuou no rol das preocupações de Pantoja por muitos anos. Em artigo escrito em 11/11/1945, esse cronista afirma: “Nada ele [o jogador] pode fazer para assegurar férias anuais de trinta ou quarenta dias, que lhe proporcionassem a renovação das energias gastas no desenrolar de numerosas partidas de campeonato (…)”.

O Estado entendia que, com o profissionalismo, aumentaram as despesas dos clubes que aderiram a esse regime. Assim, para dar conta dessas despesas, era necessário realizar o maior número de partidas possíveis, a fim de aumentar a arrecadação. As consequências dessa atitude dos dirigentes do futebol eram os prejuízos causados ao torcedor — que ficava saturado de tantos jogos — e ao jogador, submetido a um esforço físico acima das suas possibilidades. Daí a defesa pelo estabelecimento das férias anuais para os jogadores. Como também defendeu que durante o verão, quando as temperaturas são muito altas, não fosse permitida qualquer disputa esportiva antes de o sol se pôr. Visava evitar o desgaste físico dos atletas. Porém, mais do que defender os atletas, O Estado pretendia atingir a organização do futebol, conforme se lê em publicação de 12/01/1938:

“(…) não enfraquecemos a nossa campanha, que vem de muito longe, sobre o uso clamoroso da prática do futebol em pleno verão. Não que esperemos ser ouvidos pelos mentores futebolísticos que não querem, nem o quiseram em período algum, estabelecer temporadas para o futebol (…)”.

Enfim, para O Estado, o futebol vivia, após a profissionalização de 1933, a sua pior crise, o seu momento de decadência, de caráter moral e técnico. Esse esporte não merecia senão críticas, pois não poderia mais ser considerado uma atividade essencialmente esportiva. Já não era um fator de educação. Coube, dessa maneira, ao periódico da família Mesquita (ainda que durante parte do Estado Novo tenha passado para o controle do DIP) apoiar outros esportes considerados mais eficientes para a educação moral e cívica da juventude. Nesse sentido, houve total apoio à natação, ao atletismo, ao tênis, como à ginástica. Ao futebol profissional apenas caberia controlar a violência e a indisciplina galopantes com a intervenção do poder público, em especial da polícia.

Por outro lado, o debate travado entre os defensores do futebol profissional contra o que ainda acreditavam na prática essencialmente amadora, não ficou restrita aos jornais diários, como A Gazeta e O Estado de São Paulo. Nos anos 1930 e 1940, as atividades físicas em geral estavam no auge de uma grande discussão. Mesmo para os setores que desprezavam o futebol enquanto uma prática esportiva capaz de educar os brasileiros, discuti-lo era necessário. Primeiro, em função da sua capacidade em chamar a atenção de um grande número de jovens e por já se constituir em peça fundamental dentro da sociedade brasileira. Não havia mais como ignorá-lo ou lutar pela sua extinção, como acontecia décadas antes. Ao mesmo tempo, a excessiva preocupação com o futebol deixava as outras atividades físicas de lado. Deste modo, na visão alguns teóricos da Educação Física, o espaço dedicado ao futebol não permitia que outros esportes caíssem no gosto popular.

Um pequeno parêntese: vale lembrar que Orlando Ferreira, em 1940, através do livro Forja de Anões, defendia a imediata extinção do futebol no Brasil, argumentando todos os males físicos decorrentes desse esporte, como a tuberculose e os problemas cardíacos.

A Educação Física pensa o futebol

Assim, muitos que tinham como ofício pensar a Educação Física a partir dos anos 1930, passaram a analisar o futebol. Um dos espaços dessas análises foram as revistas científicas de Educação Física. A mais importante, a Educação Física, teve uma relação muito interessante com o futebol. Mas antes, é importante situar essa publicação. Num editorial, em fevereiro de 1937, os objetivos desse periódico eram apresentados:

“Propugnamos pela higidez dos nossos patrícios, pela difusão tão necessária da educação física, que é o fator mais decisivo do aprimoramento étnico.”

A Educação Física, a primeira revista especializada na área, era publicada desde 1932, mas de forma esporádica. Passou a ser mensal apenas em meados de 1936. O seu surgimento está diretamente relacionado com a organização das escolas superiores de Educação Física. Apresentava-se como uma revista teórica, preocupada com a formação do profissional em Educação Física. Reforçava os vínculos entre os esportes e a Educação Física com as questões mais gerais do país. Daí a insistência de que as atividades físicas devessem estar associadas à educação moral e cívica, conforme se verifica no artigo de Octavio Murgel Rezende, Os Esportes como Elemento da Coesão Nacional, publicado em 31//12/1932, no segundo número da revista:

“(…) em um futuro distante, será a música popular que fará com que o riograndense do sul não se sinta de todo estrangeiro nas margens do Amazonas (…) Além da música, também os esportes, principalmente, no momento, ao futebol, cabem o papel saliente na obra da coesão nacional.”

Estado Novo
Fonte: Centro de Memória da Educação Física e do Esporte Capixaba

Militares, médicos e educadores eram colaboradores assíduos da revista. Vale lembrar que o ensino de Educação Física no Brasil surge a partir das escolas militares. Havia a colaboração do pedagogo Fernando de Azevedo, do cronista do Estado de São Paulo, Américo R. Netto — este também professor da Escola Superior de Educação Física de São Paulo —, entre outros.

Na apresentação de cada número da revista, eram repetidos os objetivos da publicação (dezembro de 1938):

“EDUCAÇÃO FÍSICA tem por objetivo: Vulgarizar os princípios objetivos e básicos a educação física; Estimular a prática dos esportes, como fator de aperfeiçoamento da raça (…) Coadjuvar o governo e instituições particulares na execução de seus programas de educação física.”

A preocupação da revista com os esportes enquanto um “aperfeiçoador da raça”, fez com que as discussões fossem articulando-o com outras questões nacionais. Nesse sentido, raramente o futebol teve espaço na revista, já que os especialistas em Educação Física não viam nele uma atividade capaz de contribuir para a construção da nação, porque não contribuía com o “melhoramento da raça”.

Inicialmente, nota-se, que o número de artigos dedicados ao futebol era insignificante frente aos outros esportes; é preciso ressaltar que o futebol era esporte mais difundido no país e que, por isso, teoricamente, mereceria maior atenção. Porém, a lógica dos editores da revista era outra: o futebol era o esporte menos interessante, já que os especialistas e divulgadores da Educação Física no Brasil duvidavam das suas possibilidades de contribuir para a construção de corpos em benefício da nação. Ao mesmo tempo, ao nosso ver, sendo o futebol um esporte largamente praticado, e de modo essencialmente empírico, tornava-se tarefa difícil para os teóricos da Educação Física apresentarem teses sobre o mesmo. Mas não faltaram tentativas nesse sentido.

A maior parte dos artigos denotava uma preocupação técnica com os esportes, discutindo a cientificidade dos mesmos, de modo a ver a possibilidade de se abandonar a tradição empírica que marcava essa área no país. Atletas, dirigentes, assistentes, técnicos e outros envolvidos com no assunto, deveriam ter plena clareza do significado de cada momento de um determinado esporte. Assim, o caráter geral dos textos apresentados pela Educação Física eram de estar atentos aos detalhes técnicos de cada modalidade esportiva.

Outra característica da Educação Física era, entre artigos e notícias, a colocação de textos que engendrassem o “crescimento moral” do esportista. Numa das edições da revista, em julho de 1937, apresenta-se um texto denominado: Queres que a tua Pátria seja grande? Então começa por engrandecer-te!, que diz:

“Principia por engrandecer a tua aspiração, a tua vontade e depois o teu caráter.

Uma vez com esses fatores, procura aumentar tuas posses, tuas virtudes e teus conhecimentos. Se assim não procederes, a tua Pátria nunca será grande.

Se cada um procurar o seu aprimoramento, até constituir sua indiscutível maioria, a Pátria será poderosa, porque a sua grandeza será orgânica e não aparente, destituída de solidez.

(…)

Queres que a tua Pátria seja grande?

Começa então a lutar pelo teu próprio engrandecimento!”

Esporte e Educação Física não poderiam estar desvinculados do civismo, do “amor à pátria”. Para os editores da revista, não deveria existir um lugar mais propício para o debate do civismo do que o ambiente da Educação Física e dos esportes. O atleta deveria estar sempre preocupado com o destino do Brasil. Seus ganhos físicos, sua qualidade técnica deveriam estar a serviço do Brasil. Tanto poderia ser representando o país, no exterior, através do esporte, como participando do “melhoramento da raça”. Assim, esse tipo de texto era publicado com muita frequência; era fundamental para a Educação Física trabalhar de modo a formar o homem, tanto física quanto moralmente.

Entre os articulistas da Educação Física, o destaque encontrava-se com Hollanda Loyola, que assinava os editoriais da publicação. Nestes textos, discutiam-se questões da Educação Física, sempre estabelecendo vínculos com a conjuntura do país. Num desses editoriais, em abril de 1940, já em pleno Estado Novo, lemos:

“Uma visita à Escola Nacional de Educação Física e Desportos é sempre motivo de orgulho e exaltação patriótica inspirados no sadio entusiasmo daquela mocidade estudiosa que ali se consagra aso mais altos problemas da nacionalidade, quais sejam o aperfeiçoamento da raça e a educação integral do povo.

(…)

É uma forja da nacionalidade a Escola Nacional de Educação Física e Desportos. Ali se cadinha uma mocidade bela, sadia e forte, que perpetuará nas gerações futuras uma grande nação. Mocidade bela pela perfeição das formas, sadia pelo hábito de um uma vida ativa e higiênica, forte pela têmpera de caráter que imprimirá, pela convicção do exemplo, em toda a nação, um novo sentido de vida, um ideal novo de aperfeiçoamento e de grandeza que irá construir a grande Pátria imortal de amanhã, o Brasil soberbo que todos nós queremos realizar, — grande pela fortaleza de sua raça, imortal pela nobreza do seu povo, soberbo pela história de sua civilização.”

Este tipo de discurso era marcante nessa seção da revista, inclusive sendo recorrente. É visível a preocupação em destacar para a Educação Física um papel fundamental na construção da nacionalidade. Para a revista, já não era mais possível pensar num país com progresso material e moral, se seus cidadãos não fossem preparados também fisicamente.

E como que esse teórico entendia o papel do futebol, o esporte mais praticado no país, dentro das questões ligadas às atividades físicas? Hollanda Loyola sempre preferia discutir os limites desse esporte. Em um artigo, publicado em novembro de 1941, dividido em duas edições da revista, passou a discutir alguns pontos que faziam do futebol um esporte com sérios problemas, principalmente pela falta de pressupostos científicos na sua prática. Segundo Hollanda Loyola,

“(…) Era esse o ambiente (uma juventude presa à boêmia, com poucos conhecimentos acerca das atividades físicas, assim o futebol começa a ser praticado, mas sem qualquer preocupação com os fundamentos científicos do esporte) quando surgiu entre nós o Futebol — desconhecíamos os postulados científicos e pedagógicos da educação física. E o novo jogo atraiu a mocidade, empolgou as massas, conquistou a predileção de todos e propagou-se com a rapidez de uma epidemia. Em pouco se constituía o motivo de maior atração para o nosso povo, assunto indispensável de todas as palestras, preocupação enervante de homens e mulheres, de moços e velhos; alastrou-se por todo o território nacional, nos mais longínquos recantos chegou o Futebol com o seu campo, seus ‘goals’ e sua bola. Esta febre de entusiasmo intempestivo por um jogo que dantes se desconhecia, gerou, como era natural, violenta luta partidária dos que defendiam e dos que atacavam-no como fator de desagregação nacional, outros defendiam-no como processo de eugenização da mocidade.

Mas essa luta não era um caso brasileiro, foi um fenômeno universal, peculiar ao Futebol em qualquer parte que ele surgisse. (…)”

Apesar de o autor apresentar um quadro real da disseminação do futebol no Brasil, mostra-o como um avanço produzido pela ignorância da população, que não conhecia os pressupostos básicos da Educação Física e que veio conhecer os esportes através do futebol. Ou seja, os brasileiros envolveram-se com ele por absoluta falta de referências; se só conheceram o futebol só poderiam gostar dele. Ao mesmo tempo, Hollanda Loyola prefere mostrar o desenvolvimento do futebol brasileiro sem características próprias, já que entende que esse fenômeno teve um caráter universal. Esta posição entrava em conflito com análises acerca desse esporte que começavam a circular desde meados dos anos 1930. Principalmente a partir de Gilberto Freyre, houve a preocupação de alguns intelectuais brasileiros em explicar o futebol do Brasil, apresentando-o como aquisição de formas e significações diversas do que tínhamos no resto do mundo. Esse matiz, inclusive, continua a ser o principal referencial para se pensar o futebol brasileiro, ou seja: a formação do nosso povo, marcada pela miscigenação racial, pela presença do descendente de africano, levou o Brasil a produzir uma maneira especial de se jogar; mais do que isso: é o lugar onde se joga o melhor futebol do mundo.

Porém, Hollanda Loyola, no mesmo artigo, continuava partindo das origens do futebol no Brasil, mostrando como ele havia conquistado tanto espaço na sociedade brasileira:

“(…) O Futebol surgiu no Brasil imposto por uma dupla necessidade – o imperativo fisiológico requeria exercícios físicos para a mocidade e o imperativo social que requeria grandes diversões públicas para as multidões. E o esporte em apreço atingia plenamente esse duplo objetivo – era um exercício violento que agradava a mocidade ávida de luta e era uma diversão sensacional que empolgava a multidão sedenta de gozo; e teve logo o beneplácito de muitos educadores em consequência da campanha que então se processava no mundo em prol da educação física. Mas, infelizmente, entre nós, o Futebol não surgiu como um processo educativo; quando alguns dos seus entusiastas defensores o encarava sob esse aspecto, era apenas como um conceito literário (…) Constituiu-se o Futebol numa preocupação absorvente, uma verdadeira mania a ponto de tornar-se para o estrangeiro uma maneira de cientificar o nosso povo. Contou-me, a propósito, um amigo que estivera muitos anos em Paris, que em um café daquela cidade, muito frequentado por brasileiros, era muito comum entre os franceses, para saberem se um novo freguês era ou não nosso patrício, atirarem-lhe ao chão uma caixa de fósforos: se o novo freguês a chutava, não havia, estava identificado, — era brasileiro (…)”.

Assim, antes de adentar o que chamava de males do futebol, Hollanda Loyola mostrava como este tornara-se tão presente na vida dos brasileiros. Ou seja, já era possível identificar um brasileiro pelo fato de estar mais vinculado ao futebol. Mas, esse preâmbulo, buscando as origens e o desenvolvimento do futebol, tinha a intenção de chamar a atenção para o que o autor denominava os males do nosso futebol, também no mesmo artigo:

“(…)

Esse empirismo, essa falta de base fisiológica e de orientação científica tinha que levar o Futebol, fatalmente, a consequências desastrosas para a saúde da nossa mocidade e, com efeito, nenhum esporte nos deu maior porcentagem de lesões cardíacas, tuberculose pulmonar, fraturas de todo gênero, e todo lúgubre cortejo de deficiências de toda a espécie, construindo, de forma assustadora, para o decréscimo do nosso vigor físico (…)”

Portanto, para um especialista em Educação Física, a prática do futebol trazia uma mal terrível: os jogadores não eram preparados fisicamente e, pela falta de cuidados médicos, tornavam-se presas fáceis de inúmeras doenças. Mas, no artigo, havia mais críticas pesadas ao esporte que tanto apaixona os brasileiros:

 “(…) Da maneira pela qual foi introduzido o Futebol em nosso país, em nada contribuiu esse desporto para a educação moral da nossa mocidade; toda a sua contribuição se processou no sentido de deformar a mentalidade esportiva de nossa juventude. Degenerou barbaramente, transformou-se numa política mesquinha, abastardou-se em dolorosas exibições de indisciplina e de descortesia, de insultos e de pugilatos, perdeu todo o seu conteúdo educativo destinado a desenvolver a têmpera do caráter do homem, as suas superiores qualidades morais.

 (…)

 O Futebol rompeu definitivamente o seu equilíbrio como fator de educação com a adoção do profissionalismo entre nós, que fez recrudescer a política de clube, as cenas de indisciplina e deselegância – deplorável espetáculo aos olhos da mocidade (…)”.

 Mas, apesar de tantos aspectos negativos, já que o futebol não educava em termos físicos, morais ou cívicos, Hollanda Loyola entendia que esse esporte não estava condenado definitivamente e que era possível ainda consertá-lo, já que também possuía alguns aspectos positivos. Sobre isso, no mesmo artigo, dizia:

 “(…) Desenvolve a capacidade de resistência para os esforços prolongados, a flexibilidade geral do corpo para os movimentos de agilidade e destreza, amplia o volume de ar nos pulmões…dá, enfim, como um bom esporte, ao seu praticante, a sensação eufórica de saúde, alegria, bem estar que proporciona ao homem vigor e eficiência. Como jogo de equipo, desenvolve as qualidades sociais de cooperação, solidariedade e renúncia; a observação criteriosa das suas regras, o senso da disciplina, a noção de justiça e o espírito de sacrifício individual pelo interesse do grupo (…)”

 Da mesma maneira que os cronistas esportivos d’O Estado, para Hollanda Loyola, era necessário que o futebol adquirisse uma função educativa, o que era incompatível o profissionalismo. Assim, podemos concluir que esse teórico da Educação Física mostrava-se esperançoso num futebol praticado sob outras perspectivas. Em dezembro de 1941, ele afirmava:

 “O panorama de conjunto é desolador. Anima-nos, no entretanto, uma grande esperança de reconstrução moralizadora, dignificante. O Conselho Nacional de Desportos, sob a direção imediata do titular da Educação, que surge em boa hora como órgão supremo para orientar os nossos esportes, zelando pela sua elaboração moral, pelo seu ajustamento à educação da mocidade; a Divisão de Educação Física do Ministério da Educação, que norteia científica e racionalmente a formação física da nossa juventude, zelando pela sua educação integral; as Escolas de Educação Física que se fundam nos principais centros de cultura do país, formando professores, especializando médicos, preparando técnicos, criando uma nova mentalidade sobre a educação física, inspirada no mais são patriotismo e no mais belo conceito de dignidade humana; todas essas nobres instituições, com o alto espírito de brasilidade que as anima, estou certo, confirmarão as nossas radiosas esperanças, reabilitando o conceito do nosso futebol e removendo os seus males, dignificando a sua prática e tornando-o um fator de educação, fazendo dele, como deve ser, um motivo de cordialidade entre os clubes e de fraternidade entre os povos. Assim seja!”

 Mais uma vez, existia solução para o problema do futebol, que não poderia ser simplesmente descartado, já que se constituía num esporte muito popular. Mas, segundo Hollanda Loyola, ele teria de se transformar muito, até um estágio pelo qual passaria a ser útil no campo da Educação Física e, consequentemente, útil à nação. E ainda outra característica marcante na fala do articulista da Educação Física, que lembrava os jornalistas esportivos vinculados aos periódicos diários, é o fato de preconizar a presença do Estado no campo esportivo, a fim de torná-lo mais útil à nação.

 Ainda entre os profissionais ligados à Educação Física, F. Pompêo do Amaral também analisava o futebol dos anos 1930. Ele fora convidado pela A. A. Guanabara, um pequeno clube paulistano, para fazer uma conferência acerca desse esporte, denominada pelo autor de Diversos Aspectos do Futebol. Esta fez parte de uma série de eventos daquele clube, visando a retirar o caráter eminentemente empírico dos esportes. Enfim, entre outros temas, era preciso pensar o futebol. F. Pompêo Amaral (professor da Escola Superior de Educação Física do Estado de São Paulo), no opúsculo Educação Física – conferências, antes de desenvolver o seu tema, explicitava essa questão:

“(…) Não podia (…) negar meu modesto concurso à campanha de tão lato alcance moral, muito necessária, indispensável mesmo, num ambiente como o nosso em que muito se fala e discute sobre esportes, mas onde nem sempre se compreende seu valor higiênico e educativo e se procede, frequentemente, em desacordo com sua finalidade.

Foi certamente por sentir essas falhas em nossos meios esportivos que os diretores da prestigiosa A. A. Guanabara resolveram iniciar este movimento educativo, visando divulgar conhecimentos técnicos e pontos-de-vista básicos na prática esportiva (…)”.

Ou seja, muito semelhante ao discurso de Hollanda Loyola, o desenvolvimento da Educação Física exigia que se passasse a pensar o futebol de maneira científica. Urgia estudá-lo, a fim de transformá-lo numa prática educativa. Para Pompêo do Amaral, como para Thomaz Mazzoni, o primeiro grande mal pelo qual o futebol passava eram as cisões, também na conferência citada:

“Cisões, como a atual que ameaça destruir, de vez, o interesse por esse esporte. Fizeram com que muitas oportunidades fossem desperdiçadas complemente. Revezes, que facilmente poderiam ser evitados, se os dirigentes do nosso esporte não fossem mais caprichosos que mulheres levianas, mancham o passado do nosso futebol. Contudo, temos duas páginas bastante brilhantes — a vitória no Campeonato Sul-Americano de 1919 e a triunfal excursão do C. A. Paulistano pela Europa.”

Outra leitura de um futebol decadente, por causa dos seus dirigentes, mais preocupados com os seus interesses pessoais e não com o esporte em si. Ao mesmo tempo, continua com a lembrança do futebol de elite sendo utilizada para se criticar o futebol dos anos 1930:

“(…) Os jogos eram quase sempre disputados num ambiente de cavalheirismo raro no futebol de nossos dias. Os campeões de então eram dignos do título que possuíam. (…) Os quadros se preparavam devidamente e os recursos desleais, tão comuns agora — as violências em campo e o suborno de elementos adversários, fora dele — não entravam na cogitação de jogadores e dirigentes. Também poucos pensavam em viver de futebol ou derivativos…”

Para Pompêo do Amaral, a decadência do futebol em São Paulo — ainda que a análise também mostrava-se válida para outros dos centros futebolísticos do Brasil — começou em 1925, sem que apresentasse alguma razão especial para esse corte cronológico; O professor de Educação Física fazia, na conferência, uma referência direta à excursão do C. A. Paulistano, possivelmente o último respiro do futebol elitista em São Paulo:

“De 1925 para cá, nosso futebol vem vindo de mal a pior. Os campeões, que nos últimos tempos têm aparecido, são muito diferentes dos que os precederam. Estes eram esportistas no verdadeiro sentido da palavra. Praticavam o futebol para melhorar o seu físico (…)

Nos últimos tempos, os futebolistas dos quadros principais, na quase totalidade dos casos, recebem ordenados dos seus clubes (…) E uma gratificação é quase indispensável para que se empenhem devidamente num embate de responsabilidade.”

A condenação ao profissionalismo era recorrente. E mais: os jogadores que recebiam para jogar não eram mais esportistas. Era preciso recuperar o que havia de educativo no futebol. Ou seja, o esporte mais popular do país precisava passar por uma reformulação geral. O futebol como estava sendo praticado só poderia trazer danos morais e físicos aos seus praticantes. O caminho, segundo os teóricos da Educação Física, seria o de esquecer o futebol e incentivar outras práticas físico-esportivas, minimamente capazes de educar os jovens brasileiros.

Paulistano
C.A. Paulistano x Stade Français (22 de março de 1925). Fonte: Wikipédia

Uma pequena conclusão

Enfim, o futebol em São Paulo, a partir de meados dos anos 1930, logo após o advento do profissionalismo, passava por um momento chave da sua história. De um lado, os defensores do profissionalismo, mostrando o quanto era inevitável uma reformulação nesse esporte, colocando o caminho do profissionalismo como o único a ser seguido. Tratava-se de uma questão de sobrevivência desse esporte, capaz de reunir multidões apaixonadas; o assédio de clubes estrangeiros, principalmente dos países platinos, sobre os grandes ídolos brasileiros, prenunciava uma crise ainda maior. O futebol, ainda segundo os defensores do profissionalismo, era um fenômeno muito complexo para que se pudesse ainda imaginá-lo dentro de uma estrutura amadora. Os males do futebol não deveriam ser creditados ao fim do amadorismo e sim à falta de controle do poder público, com o intuito de discipliná-lo, de colocá-lo a serviço dos interesses nacionais. Ou seja, o futebol era grande demais para ser desprezado.

 Para os defensores do amadorismo, que acreditavam nos esportes como um dos principais fatores de educação, o futebol vivia em plena decadência moral. Isto sendo resultado direto, em grande parte, do profissionalismo. Não havia nada que se pudesse fazer para que o futebol voltasse a ser importante na formação da juventude. Assim, passou-se a defender, paralelamente ao avanço da ordem profissional, o reforço das práticas amadoras. Ao mesmo tempo, a presença do Estado, ao menos enquanto um regulador do futebol, buscando conter alguns exageros.

 Da mesma forma, a partir do conflito entre os grupos que defendiam caminhos diferenciados para o futebol, inúmeras contradições foram aguçadas, fazendo com que esse esporte fosse severamente questionado em cada uma das suas engrenagens. Assim como os outros esportes, o futebol deixava de ser um assunto apenas dos esportistas. A construção do estádio municipal do Pacaembu, a maior obra da cidade de São Paulo no período, é uma das provas do envolvimento da cidade com o futebol. Muitos dos grandes debates travados na sociedade passaram pelo futebol. Ao se tentar ler a prática desse esporte nos anos 1930, como na década seguinte, procurou-se associá-la a questões candentes, como o problema do desenvolvimento urbano-industrial, que gerava outra série de problemas, como o da educação, da eficiência, das condições físicas da população.

 E mais: num momento em que se apontava para a necessidade da disciplina como um elemento básico para o progresso da sociedade brasileira, coube fazer essa cobrança em relação ao futebol. Para os que tinham por ofício pensar este esporte, fossem especialistas em Educação Física ou cronistas esportivos, o futebol teria de se adaptar aos novos tempos vivenciados pelo país; assim, a ordem, a disciplina, o serviço à pátria, a construção de uma unidade nacional efetiva, além do “melhoramento da raça”, eram tarefas de cada setor da sociedade brasileira, dos quais o futebol não poderia se furtar. Caberia ao futebol uma nova organização, preso às garras oficiais e longe dos interesses particulares e regionalistas.

 Assim, esse período da história do futebol em São Paulo mostrou-se muito especial, uma vez que a estruturação do profissionalismo levou-o a sofrer uma interferência forte do poder público e de vários setores sociais, que objetivavam fazer desse esporte um espaço aliado na construção nacional. Como a cidade de São Paulo, num momento de guinada econômica, pôde contar com o futebol, quando este moldava corpos para o trabalho e para a velocidade de uma metrópole emergente.

Por outro lado, o futebol passou a ser cada vez mais apaixonante, envolvendo ainda mais cada morador da cidade. As incessantes críticas e as crises não o fizeram enfraquecer. Ao contrário, esse esporte, enquanto um grande espetáculo de massas, só tendeu a ser reforçado. A partir de então, e de forma definitiva, não havia mais como dissociá-lo da história de São Paulo e do Brasil.

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Plinio Labriola Negreiros

Professor de História Estudo a História do Corinthians Paulista e do Futebol

Como citar

NEGREIROS, Plínio Labriola. Amadores versus profissionais na década de 1930 – parte II. Ludopédio, São Paulo, v. 159, n. 22, 2022.
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