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ISSN 1809-8894

Dribladores: passes e impasses do racismo no futebol carioca

Periódico / Revista

Mnemosine

Número

n. 1

Ano

2013

Volume

v. 9

Páginas

p. 245-263

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Resumo

O presente artigo não possui uma unidade teórica nem metodológica; seus referenciais são amplos e distintos, não defende sólidos princípios e não irá seguramente tão fundo quanto outros artigos já publicados sobre este tema. Queremos apenas nos aventurar no debate e abrir mais uma caixa de diálogo com todos aqueles brasileiros que, apaixonados pelo futebol, são verdadeiros craques, participantes ativos, e que na história do futebol contribuem com um saber intuitivo que, tanto quanto o conhecimento técnico, tático, estratégico, é sempre confrontado em cada partida, nesse campo cheio de embates, surpresas, desafios, onde, como no jogo da vida, nem tudo que se prevê ou deseja acontece. Mesmo sabendo que o real sempre nos surpreende no presente, não podemos nos permitir esquecer o passado, perder de vista a nossa memória, pois nossa memória será sempre uma forma de não botar para escanteio nossa história. E assim, seguimos, com alguns recortes, iniciando a partida com um olhar sobre a História do Brasil e, particularmente, do Rio de Janeiro na transição dos finais do século XIX e inícios do século XX, não para enquadrar o futebol em hipóteses científicas, mas para conversar com ele na sua arte plena de contradições e conflitos – sua dupla face de inclusão e exclusão, de autoritarismo e democracia – para se aproximar das surpreendentes jogadas de todos os dribladores, que estão muito além das quatro linhas de um campo de futebol.

Palavras-chave: Futebol, Rio de Janeiro – História, racismo, teoria do branqueamento, Psicologia.

Abstract

This article does not have a theoretical unity and not methodological; their referents are large and distinct, does not advocate solid principles, will surely not as deep as other articles already published about this subject. We just want to venture into the debate opening another dialogue box with all those Brazilians football lovers, who are true soccer stars, participants assets, and that in football history they contribute an intuitive knowing that as far as the technical knowledge, tactical, strategic, it is always confronted in each match, this field full of shocks, surprises, challenges, where as in the game of life not everything that is planned or we want happens. For more real than ever surprise us in the present, we can not allow ourselves to forget the past, losing sight of our memory, because our memory will always be a way not to put our story for a corner. And so we, with some cutouts, starting the match with a glimpse into the history of Brazil and, particularly, in Rio de Janeiro in the transition from the late nineteenth and early twentieth century, not fit for football in scientific hypotheses, but to talk to him in his art full of contradictions and conflicts – its dual face of inclusion andexclusion, authoritarianism and democracy – to approach the amazing plays of all driblers, which are far beyond the four lines of a football field.

Key-words: Football, Rio de Janeiro – History, racism, whitening theory, Psychology

Referência

BARRADAS, Mary Suely Souza; LOPES, Oscar Guilherme Pahl Campos. Dribladores: passes e impasses do racismo no futebol carioca. Mnemosine. Rio de Janeiro, v. 9, n. 1, p. 245-263, 2013.
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