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ISSN 1807-5509

Futebol feminino de competição: uma análise das tendências do comportamento das mulheres/atletas em competir, vencer e estabelecer metas

Número

n. 3

Ano

2006

Volume

v. 20

Área de concentração

Educação Física

Cidade

São Paulo

Páginas

p. 209-218

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Resumo

O Futebol transcendeu a barreira dos gêneros aumentando o interesse das mulheres em praticá-lo. O objetivo do estudo foi analisar, no ambiente de equipes de futebol de campo feminino, a percepção das atletas sobre as tendências individuais de comportamento competitivo em vencer, competir e estabelecer metas, e ainda identificar o nível de associação existente entre a faixa etária e o tempo de prática. Para tanto 113 atletas (faixa etária 21,27 ± 3,69) pertencentes a 10 equipes de futebol de campo foram avaliadas por meio do método Exploratório Descritivo utilizando o instrumento “ACS2” – Inventário Comportamental para Avaliação de Tendências Competitivas em: Competir (TQ1), Vencer (TQ2) e Estabelecer Metas (TQ3) – pertencente ao “Sistema ACS”. Os recursos da estatística não-paramétrica (Correlação de Spearman e Teste Kruskal-Wallis) foram empregados na análise de dados. Os resultados apontaram que as atletas com idade superior a 26 anos e com 13 anos ou mais de tempo de prática obtiveram os maiores valores para as correlações, sendo respectivamente rs = 0,53 e rs = 0,35 para o TQ1, e rs = 0,50 e rs = 0,36 para TQ3. O TQ2 foi a que apresentou os valores mais próximos entre os grupos etários. Observa-se que a idade e tempo de prática parecem ser preditoras para o possível aumento nas tendências comportamentais em vencer. As atribuições das atletas direcionando-as para o ato de competir voltado para vitória, antes de estarem determinadas para as metas que querem alcançar, podem alterar a contextualização dos valores individuais inerentes ao esporte. Os indicativos finais sugerem que para uma atleta atingir um nível de destaque no rendimento, a sua prática deve ser contínua e prolongada, o que por sua vez significa maior Tempo na Prática e uma maior Idade. 

Abstract

Soccer has transcended the barrier of genders, increasing women’s interest in practicing such sport. The main objective of this study is to analyze, in the environment of female soccer teams, the athletes’ perception on the individual tendencies of competitive behavior to win, compete and establish goals, as well as to identify the existing relation between age groups and practice time. The sample consisted of 113 female athletes (21.27 + 3.69 years) of 10 soccer teams who were evaluated by means of the Exploratory Descriptive Method using the tool Behavioral Inventory for the Evaluation of Competitive Tendencies known as ACS2, on the domains Competing (TQ1), Winning (TQ2) and Establishing Goals (TQ3), which are parts of the ACS System. Spearman’s correlation coefficient was used for the statistical analyses with a significance level of p < 0.05. The results show that athletes older than 26 with 13 years of practice and over obtained the highest values for the correlations, being respectively, rs = 0.53 and rs = 0.35 for TQ1, and rs = 0.50 and rs = 0.36 for TQ3. The TQ2 domain presented values which were the closest to those among the age groups. It has been observed that age and practice times appear to be predictors of the possible increase in the behavioral tendencies when it comes to winning. The athletes’ attributions, which guide them to the competition aimed at winning before they are committed to the goals they intend to reach, may change the context of the individual values inherent to the sport. The results suggest that, in order to the athletes achieve a stance of highlight in terms of performance, they should undergo a continuous and prolonged practice, which in turn means a longer practice time and older age. 

Referência

OLIVEIRA, Sérgio Ricardo de Souza; SERASSUELO JUNIOR, Helio; MANSANO, Mabel Martins; SIMõES, Antonio Carlos. Futebol feminino de competição: uma análise das tendências do comportamento das mulheres/atletas em competir, vencer e estabelecer metas. Revista Brasileira de Educação Física e Esporte. São Paulo, v. 20, n. 3, p. 209-218, 2006.
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