Mesa 3 – Regionalidades

Discussão sobre os futebóis fora do eixo espetacularizado e centralizado nas grandes metrópoles do país. Consequentemente, a questão da desigualdade regional coloca-se como um ponto central de análise. Nesse sentido, calendário, campeonato de pontos corridos, direitos de transmissão, cobertura jornalística são apenas alguns pontos pelos quais o debate perpassará a fim não somente de lançar luz como também encontrar saídas para essa realidade.

Na terceira mesa do evento, também no Sesc Pompeia, foi a vez de falar sobre as diferenças econômicas, sociais e futebolísticas entre as regiões brasileiras e o Brasil em relação ao mundo. Compuseram a mesa Emanuel Leite Júnior, Jamil Chade, Mariani Pisani e Raí, com mediação de Flávio de Campos.

🔸O jornalista Emanuel Leite e a antropóloga Mariani Pisani trouxeram a questão da hegemonia da região sudeste no futebol, destacando, principalmente, a distância dos clubes nordestinos desta realidade. 

🔸 Já o também jornalista Jamil Chade, que mora há 22 anos na Suíça, ressaltou como o futebol brasileiro é desconhecido no restante do mundo, especialmente na Europa, e alertou que a concentração de poder em poucos times também é um fenômeno que começa a preocupar também o torcedor europeu. 

🔸 Por fim, o ex-jogador Raí contou sobre o investimento nas categorias de formação na França, onde reside atualmente, e políticas públicas para descentralização do esporte.

Palestrantes:

Emanuel Leite Júnior Jornalista e bacharel em Direito, é especialista em história do futebol na União Soviética e em plano de desenvolvimento do futebol chinês.

Mariane Pisani Antropóloga, é especialista em Antropologia Urbana, Antropologia do Esporte e futebol de mulheres

Jamil Chade Jornalista, é especialista em futebol, política e corrupção. Flavio de Campos Historiador, é especialista em História Sociocultural do Futebol, modalidades lúdicas e política.

Raí Revelado pelo Botafogo F.C., ex-futebolista fez muito sucesso por São Paulo F.C. e Paris Saint Germain, tendo sido campeão mundial pela Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 1994, nos Estados Unidos. Fora das quatro linhas, também é um craque.

 

Flavio de Campos

Professor do Departamento de História da USP. Coordenador científico do Ludens (Núcleo interdisciplinar de pesquisas sobre futebol e modalidades lúdicas). Integrante do AGIR (Arquibancada ampla, geral e irrestrita).

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