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ISSN 2526-4494

‘Ei, juiz, vai tomar no cu’: políticas torcedoras e do futebol e sonoridades de xingamentos em performances masculinas

Periódico / Revista

FuLiA / UFMG

Número

n. 2

Ano

2017

Volume

v. 2

Páginas

p. 55-80

Arquivos

Resumo

Este artigo discute as formas como as sonoridades de xingamentos utilizados por torcedores de futebol em gritos e cantos nas arquibancadas constituem performances masculinas que confirmam seu caráter heteronormativo, conferem a tais palavras uma ambiguidade jocosa, ou as reterritorializam em uma ofensividade de outra ordem. Nestas disputas de gênero, as materialidades sonoras fundamentam a compreensão dos momentos em que um palavrão tensiona, reproduz ou desloca estruturas sociais patriarcais no âmbito do esporte. O artigo ainda aponta a necessidade de mais estudos acerca das relações corruptas que se dão no interior da gestão do futebol e entre dirigentes e certos grupos de torcedores, ora exibidas, ora escamoteadas por tais performances de gênero.

PALAVRAS-CHAVE: Futebol; Performances masculinas; Sonoridades; Torcida; Xingamentos.

Abstract

This paper discusses how sonorities of cursing accessed by football fans in screams and chants on the terraces constitute masculine performances which confirm their heteronormative character, grant to those words a jocular ambiguity, or reterritorialize them in an offense of another order. In those gender disputes, the sonic materialities underlie the understanding of the moments in which swearing strains, reproduces or displaces patriarchal social structures in football. The paper also elicits the need for more studies on the corrupt relations that take place in football administration among sports managers and organized groups of fans, which are sometimes displayed or retracted by those gender performances.

KEYWORDS: Football; Masculine performances; Sonorities; Fans; Cursing

Referência

MARRA, Pedro Silva. ‘Ei, juiz, vai tomar no cu’: políticas torcedoras e do futebol e sonoridades de xingamentos em performances masculinas. FuLiA / UFMG. Belo Horizonte, v. 2, n. 2, p. 55-80, 2017.
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