Rio de Janeiro: cidade esportiva, cidade olímpica – Imagens dos esportes nas Revistas Ilustradas

Data início: 31/12/1969Data de encerramento: 31/12/1969Horário de início: 10:00Horário de encerramento: 18:00Local: Fundação Casa de Rui Barbosa

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A Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB) inaugura no dia 13 de setembro, às 18h30, a exposição “Rio de Janeiro: cidade esportiva, cidade olímpica – Imagens dos esportes nas Revistas Ilustradas entre 1918 e 1948”. A mostra integra o projeto Preservação da Memória das Olimpíadas: processos e ações, do Setor de Pesquisas em Políticas Culturais da FCRB e permanece aberta ao público até o dia 21 de outubro, no hall do edifício-sede da Fundação. A visitação pode ser feita de segunda a sexta-feira, das 10 às 18 horas. A entrada é franca.

A exposição procura ser uma pequena amostra dos primórdios esportivos desta cidade, convertida agora em palco esportivo do mundo. Serão reunidas imagens de um dos acervos mais caros à FCRB: as revistas semanais ilustradas, periódicos surgidos na capital da República em princípios do século XX. O MalhoFon Fon e Careta constituíram alguns dos seus mais representativos semanários.

Tais revistas representaram um marco na esfera das artes gráficas e projetaram caricaturistas diversos caricaturistas. A escolha das fontes deve-se igualmente à temática que guia esta exposição. A existência de tais revistas coincide com o período de surgimento, afirmação e consolidação de diversas modalidades esportivas no Brasil.

A exposição aposta em um duplo recorte: temporal e temático. O primeiro diz respeito à cronologia, que se inicia com reportagens do ano de 1918, quando os esportes já estão disseminados em diversos pontos da cidade e já se consolidaram no imaginário do país. A baliza cronológica se dilata até o ano de 1948, ocasião em que, terminada a Segunda Guerra mundial, os Jogos Olímpicos são restabelecidos.

Quanto ao tema, o fio condutor da exposição estrutura-se em três partes: na primeira, estão as vitrines que apresentam os registros das múltiplas práticas associadas aos esportes no Rio de Janeiro de fins da década de 1910. São exemplos o atletismo, o críquete, a natação, o polo aquático, ciclismo, o tiro ao alvo, o tênis, a esgrima, o iatismo, o automobilismo, além de duas de duas modalidades populares e muito significativas: o turfe e o remo.

Em seguida, as vitrines do corredor lateral destacam a chamada footballmania, termo cunhado no início do século passado pelo sociólogo Fernando de Azevedo. Enfoca-se o futebol com base em um ano preciso, o de 1919. Este é escolhido por representar o clímax da popularidade alcançada à época, quando da realização de um dos primeiros e maiores eventos esportivos de magnitude internacional ocorrido no Rio de Janeiro: o III Campeonato Sul-Americano.

Por fim, os painéis tematizam os momentos iniciais da participação de atletas brasileiros nos Jogos Olímpicos, na primeira metade do século XX. Apenas depois da Primeira Guerra mundial, com a sétima edição das Olimpíadas, em 1920, o país se vê representado pela primeira vez, participando das competições na Antuérpia.

Quatro anos depois, nos Jogos Olímpicos de Paris, a presença nacional foi tímida, onze atletas, devido a restrições orçamentárias que limitaram os representantes ao atletismo e ao remo. Em 1928, em Amsterdã, o Brasil não pode participar, em razão da crise financeira. Já nas Olimpíadas de 1932, em Los Angeles, o país volta a comparecer, desta vez com destaque para a nadadora Maria Lenk, a primeira mulher brasileira a tomar parte do evento. Ainda que pouco expressiva em termos quantitativos, a delegação do país faz-se presente em 1936, durante os Jogos Olímpicos de Berlim. Em 1948, após doze anos de interrupção do torneio, em função de novos conflitos bélicos internacionais, o Brasil retoma sua participação nos JO de Londres. Desta feita, conquista-se o bronze no basquetebol masculino.

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