96.8

República dos torcedores

José Paulo Florenzano 8 de junho de 2017

No início de 1973 a imprensa santista chamava a atenção para a campanha da torcedora do alvinegro praiano, Maria José, empenhada em obter inscrições para a formação na Vila Belmiro de uma “torcida organizada feminina”.[1] No transcorrer de 1977 os jornais especializados mencionavam a existência, no Corinthians, de uma “torcida só de mulheres”, autodenominada: As Gaivotas.[2] Pouco depois, em meados de 1978, um grupo de cem mulheres do bairro da Vila Maria se reunira para fundar a Torcida Feminina do Corinthians, TUFICO.[3] Entretanto, a imagem mais desestabilizadora da percepção social do estádio enquanto espaço exclusivamente masculino adviria do gesto audacioso de uma simples integrante dos Gaviões da Fiel, levado a cabo durante a partida do Corinthians contra o XV de Jaú, no Interior, pelo Campeonato Paulista de 1977. Com efeito, para surpresa geral, a equipe local se impôs sobre o time da capital com uma vitória de 3 a 0. Inconformados com o revés, e valendo-se do pretexto fornecido por um gol anulado, torcedores do alvinegro começaram a pular o alambrado. Ao total foram registradas quatro invasões. Estas, de acordo com a imprensa esportiva, constituíam, então, um fato corriqueiro e àquela altura já não surpreendiam mais ninguém, nem mesmo o coronel Erasmo Dias: “Esse negócio de invasão está se tornando moda”.[4]

O inaudito, na verdade, ficaria por conta de uma solitária torcedora. “Depois do terceiro gol”, conforme o relato do Jornal da Tarde, “Madalena Pereira da Silva, dos Gaviões da Fiel”, saltara “o alambrado que alguns ameaçavam derrubar”. Os guardas, ato contínuo, “começaram a persegui-la”.[5] A imagem da perseguição – salientava a revista Placar – tornar-se-ia “famosa em todo o Brasil”.[6] Ainda hoje chama-nos a atenção a ação do policial militar que se achava no encalço da torcedora, desferindo-lhe por trás um carrinho desleal. Eis o ponto que convém colocar em relevo: a torcedora não havia simplesmente perturbado a ordem pública ao interromper o desenrolar do espetáculo esportivo como os demais invasores que a precederam. Ao traçar uma linha de fuga através do campo da dominação masculina, ela transgredira, na verdade, a ordem sócio-sexual considerada natural, evidente e inquestionável.[7] Por certo, se a presença feminina na arquibancada por si só já constituía um atrevimento, a sua aparição inesperada no gramado representava uma violação intolerável do espaço que lhe era interdito em vários sentidos, inclusive, à época, o da simples prática lúdica.[8] O ato da torcedora do Corinthians, desse modo, encerrava uma dupla transgressão: a da ordem pública do evento e a da ordem simbólica do futebol. Entreguemos a palavra à Madalena: “Por um momento fiquei fora de mim. Subi no alambrado e quando percebi já estava dentro do campo correndo. Não sei para onde. Acho que em direção ao juiz. Mas levei uma rasteira por trás”.[9]

coligay
A torcida Coligay. Foto: Libretos/Divulgação.

Todavia, na sequência da competição, ela seria recompensada pela classificação do time para a tão ansiada final do estadual. A Manchete Esportiva contabilizava, no Morumbi, a presença de trinta e duas organizadas do Corinthians.[10] Ao lado delas também marcava presença a Coligay, do Grêmio, integrada por pessoas dispostas a desafiar alguns dos tabus sexuais do campo esportivo. Segundo Volmar Santos, líder da torcida gaúcha, Vicente Matheus os chamara “para aplaudir o time” na decisão do Paulista. “A gente foi lá e não aconteceu outra coisa. O maior sucesso”.[11] Formada no início de 1977, ou seja, no mesmo ano em que o Grêmio havia arrebatado o título regional, após o jejum de quase dez anos sem conquistas, a Coligay trouxe para o Morumbi, junto com o inevitável estigma que a acompanhava, a fama de pé-quente que explicava o convite feito pelo presidente do Corinthians. Entusiasmado com a repercussão alcançada pelo agrupamento, Volmar Santos lançava um “apelo” para que as torcidas com a mesma orientação sexual assumissem sua condição, “como nós assumimos”, gesto que ele julgava “muito importante para o movimento gay em todo o Brasil”.[12]

 

https://www.youtube.com/watch?v=LW-cIOPp_r4

A República dos Torcedores, com efeito, contemplava a coexistência da diversidade das formas do torcer e ensejava inúmeras possibilidades de ser torcedor no espaço das arquibancadas. Esta coexistência, decerto, não estava isenta de tensões, não implicava a ausência de conflitos ou, mesmo, de manifestações de intolerância. Todavia, embora a partir de uma correlação de forças desigual, e a despeito das contradições internas, podemos afirmar que, para além da celebração da masculinidade viril, do ethos guerreiro e da heteronormatividade, ela assegurava ao mesmo tempo a possibilidade de ampliar o campo de atuação do “segundo sexo”, de multiplicar os pontos de resistência das “sexualidades ilícitas”, de conferir visibilidade às alteridades extremas cujas presenças reordenavam o universo simbólico das organizadas, mantendo aberta a interrogação acerca do ato de torcer. Esta interrogação, por sua vez, encontrava-se emoldurada pelo processo de redemocratização da sociedade brasileira, adquirindo conotação política através da proposta do “sócio-torcedor”, categoria concebida originalmente no bojo do movimento de oposição à ditadura de Wadi Helu, no Parque São Jorge, e retomada pelas organizadas alvinegras no contexto do movimento da Democracia Corinthiana.[13] O intuito da proposta consistia em ampliar o colégio eleitoral no clube a fim de assegurar o direito de voto para presidente ao torcedor que pagasse uma mensalidade estimada em dois por cento do salário mínimo. Tratava-se, então, de democratizar o processo da tomada de decisões relativas ao time.

A construção da esfera pública no futebol apoiava-se na categoria inovadora do sócio-torcedor e incorporava a estratégia de luta tomada de empréstimo ao movimento operário. De fato, em meados de 1978 os militantes da TUP articularam uma “greve” nos estádios contra o então presidente Bruno Saccomani, acusado de desvio de dinheiro na gestão do Palmeiras.[14] A ação de protesto foi promovida no momento em que a cidade de São Paulo registrava em média seis paralisações por dia, inspiradas pela onda grevista deflagrada em maio daquele mesmo ano pelo novo sindicalismo do ABC.[15] Sem dúvida, a esfera esportiva não permanecia imune à centelha de rebeldia que percorria e animava os movimentos populares da sociedade civil no contexto da luta pela redemocratização.[16] Mas o senso comum das arquibancadas erguia-se como um imenso desafio à elaboração de uma visão de mundo coerente, crítica e refletida acerca dos interesses em jogo, conforme nos indica o desdobramento da ação da TUP. Poucos meses depois de colocar em prática a greve contra a direção do clube, a organizada voltaria suas baterias contra os atletas da equipe, aplicando-lhes uma punição moral através de uma faixa tingida com a ideologia do amadorismo: “Cartão vermelho aos mercenários”.[17]

A verdadeira torcida – para empregarmos a expressão de Flávio La Selva – atribuía-se a tarefa de salvaguardar o ideal de pureza que cingia a agremiação, sentimento ameaçado pelo dirigente “corrupto”, pelo juiz “ladrão” ou pelo jogador “mercenário”. Vistas por esse prisma, as agressões físicas direcionadas aos atletas profissionais, cada vez mais recorrentes a partir da segunda metade dos anos setenta, adquiriam uma dimensão simbólica inesperada, constituindo-se, por assim dizer, em “ritos de rejeição do mal”.[18] O perigo, no entanto, rondava as próprias torcidas organizadas, como podemos inferir da assertiva do líder dos Dragões da Real, Airton Massaru: “Apenas nós e a Independente não recebemos dinheiro de ninguém” E completava em termos ainda mais veementes a crítica endereçada às congêneres de arquibancadas: “Pagamos tudo do nosso bolso e não ficamos puxando o saco da diretoria para receber dinheiro”.[19] Os agrupamentos organizados, afinal, também se revelavam permeáveis aos interesses mundanos da classe dirigente. A discussão sobre a autonomia do movimento tocava o cerne do problema. A verdadeira torcida, com efeito, tinha diante de si o desafio gramsciano de empreender a passagem do momento econômico-corporativo, centrado na defesa dos benefícios materiais e das vantagens particulares, para o momento ético-político, baseado na produção de objetivos comuns e na defesa da unidade de interesses dos torcedores das camadas populares.[20]

O movimento hegemônico, contudo, esbarrava na esfera do futebol em uma série de dilemas e incongruências, ou, como acreditava o presidente dos Gaviões, Luiz Antonio, de armadilhas: “Acusam as torcidas organizadas pela violência porque querem manter a gente, o povo, separado”.[21] Fosse como fosse, em meados dos anos oitenta, tiros de revólver começaram a ecoar com mais intensidade no entorno dos estádios, pressagiando um novo ciclo de violência que não permitia mais divisar com clareza e segurança quais eram as armas válidas para o combate, em que circunstâncias e condições ele poderia se desenrolar e, sobretudo, com quais participantes.[22] Cosme Damião, presidente da Torcida Jovem, dizia-se preocupado com a ruptura do “pacto de não agressão”. O vice-presidente da TUP, Moacir Salgado, admitia sem rodeios o “medo de me envolver numa briga e morrer”. A Associação das Torcidas Organizadas do Estado de São Paulo, ATOESP, esvaziada e inativa, mostrava-se incapaz de articular um armistício e de repactuar as relações a fim de mantê-las dentro das regras implícitas que durante todo o período anterior haviam balizado os enfrentamentos dentro e fora dos estádios. Hélio Silva, presidente da Torcida Uniformizada do São Paulo, TUSP, soava o sinal de alerta: “As torcidas viraram gangues sem controle”. E evocava um episódio que lhe parecia emblemático do desrespeito ao padrão de comportamento instituído pelas organizadas mais tradicionais: “Contra o Palmeiras, depois do jogo, vimos nossa sede, no Morumbi, invadida, uma mulher espancada, instrumentos e faixas roubados”. [23] O dirigente dos Gaviões, Luís Antonio, não hesitava em apontar a torcida alviverde como “a mais covarde de todas” por incluir na luta os espectadores comuns “não pertencentes a grupos organizados”.[24]

 Embora sem nomeá-la, as críticas apontavam na direção de uma nova “facção” constituída a partir dos associados “banidos” da TUP e do ingresso nos estádios de uma “garotada” decidida a modificar as relações de força prevalecente na configuração dos estádios. De certa forma, ela entrava em campo para reparar a situação descrita na carta enviada à revista Placar por Antônio Araújo, integrante da TUP: “Já estamos cansados de, nas partidas contra o Corinthians, ter que esconder a camisa ao sair do estádio e guardar as faixas e bandeiras 5 minutos antes de acabar o jogo, pois ganhando ou perdendo os corinthianos levam tudo da gente”.[25] A aparição da Mancha Verde remontava, a rigor, ao ano de 1978. Notícias esparsas davam conta da existência quase anônima do grupo nos jogos do Palmeiras durante o Campeonato Brasileiro. Na partida contra o Internacional, no estádio Beira Rio, “uma grande faixa com o título ‘Mancha Verde’ foi sequestrada pelos gaúchos e devidamente rasgada em pedaços”.[26] Em 1983, contudo, ela iria reaparecer nas mãos de uma nova geração imbuída do propósito de cindir a história das organizadas do alviverde em dois momentos distintos. De fato, em pleno pânico moral suscitado pelos arrastões na orla marítima carioca, atribuídos às galeras do funk, a revista Veja explicava em tom didático aos leitores: “As tribos que aterrorizam as praias do Rio de Janeiro podem ser comparadas aos hooligans ingleses ou à torcida Mancha Verde, do Palmeiras, em São Paulo”.[27]

palmeiras-x-corinthians-7-e1465417900955
A Torcida Mancha Verde no estádio do Palmeiras, em 2015. Foto: Fábio Soares/Futebol de Campo.

Dez anos após ter sido recriada, a Mancha Verde arrebatava às associações rivais o título de torcida mais temida. Mas não havia motivos para comemorações. Aqui, com efeito, chegamos a uma etapa bastante avançada na estrada do antagonismo violento, muito próximos da Batalha do Pacaembu – ponto de inflexão no itinerário complexo percorrido pelas organizadas -, bem distantes da República dos Torcedores – ponto de articulação das lutas internas e externas à esfera do futebol, horizonte utópico onde estudantes e operários, gays e mulheres, brancos e negros, jovens provenientes de todos os estratos sociais, projetaram suas exigências de participação política nas instâncias de poder, ao mesmo tempo em que expressavam suas urgências em jogar o jogo indefinido “dos limites e da transgressão”.[28]

[1] Cf. “Elas só querem liberdade”, A Tribuna, 18 de abril de 1973.

[2] Cf. “O maior grito organizado do mundo”, Jornal da Tarde, 19 de setembro de 1977.

[3] Cf. “Surge nova torcida organizada no Corinthians, só de mulheres”, O Estado de S. Paulo, 26 de fevereiro de 1978.

[4] Cf. “Erasmo justifica policiais e culpa FPF”, O Estado de S. Paulo, 7 de junho de 1977.

[5] Cf. “A torcida briga, invade o campo, mas não evita o desastre”, Jornal da Tarde, 6 de junho de 1977.

[6] Cf. “As últimas do esporte em primeira mão”, revista Placar, nº 438, 15 de setembro de 1978.

[7] Héritier, Françoise (1996) Masculino/Feminino. O pensamento da diferença. Lisboa, Instituto Piaget, p.192.

[8] A prática do futebol pelas mulheres foi proibida pela CBD durante os anos de 1965 a 1979. A regulamentação do futebol feminino só foi adotada em 1983. Cf. Silva, Giovana Capucim e (2015)  Narrativas sobre o futebol feminino na imprensa paulista: entre a proibição e a regulamentação (1965-1983). Dissertação de Mestrado, História Social, Universidade de São Paulo.

[9] Cf. “Quem é o maior, Santos ou Corinthians?”, revista Manchete Esportiva, nº 54, 24 de outubro de 1978.

[10] Cf. “Ninguém segura a Fiel”, revista Manchete Esportiva, Edição Histórica, outubro de 1977.

[11] Cf. “Na terra dos machões a Coligay já é aceita e tem fama de pé-quente”, revista Manchete, nº 59, 28 de novembro de 1978.

[12] Cf. “Na terra dos machões a Coligay já é aceita e tem fama de pé-quente”, revista Manchete, nº 59, 28 de novembro de 1978. Gerchmann, Léo (2014) Coligay. Tricolor e de todas as cores. Porto Alegre, Libretos.

[13] Florenzano, José Paulo (2009) A Democracia Corinthiana: práticas de liberdade no futebol brasileiro. São Paulo, Educ/Fapesp.

[14] Cf. “E a greve da torcida não deu certo”, O Estado de S. Paulo, 20 de julho de 1978.

[15] Cf. “Há seis greves por dia em São Paulo”, O Estado de S. Paulo, 14 de julho de 1978.

[16] Sader, Eder (1988) Quando novos personagens entraram em cena: experiências e lutas dos trabalhadores da Grande São Paulo (1970-1980). Rio de Janeiro, Paz e Terra.

[17] Cf. “Palmeiras empata e aumenta revolta da torcida”, O Estado de S. Paulo, 14 de setembro de 1978.

[18] Douglas, Mary (2012)  Pureza e perigo, p.201. São Paulo, Perspectiva. Sobre a faixa dos “mercenários”,  Cf. “Palmeiras empata e aumenta revolta da torcida”, O Estado de S. Paulo, 14 de setembro de 1978.

[19] Cf. “Baby Consuelo quebra silencia da torcida”, Folha de S. Paulo, 19 de maio de 1980.

[20] Gramsci, Antonio (2004) Cadernos do Cárcere. Vol.I Introdução ao estudo da filosofia. A filosofia de Benedetto Croce. 3º ed. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, pp.314-315. Cf. Fontana, Benedetto (2003) Hegemonia e nova ordem mundial. In: Ler Gramsci, entender a realidade. Carlos Nelson Coutinho e Andréa de Paula Teixeira (orgs.) Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, pp.117-118.

[21] Cf. “Na rota da torcida, a marca da violência”, Folha de S. Paulo, 4 de dezembro de 1983.

[22] Cf. “Corinthians unido para apoiar Ataliba”, Folha de S. Paulo, 28 de novembro de 1983.

[23] Cf. “Na rota da torcida, a marca da violência”, Folha de S. Paulo, 4 de dezembro de 1983.

[24] Roversi, Antonio (2006) L`ódio in Rete. Siti ultras, nazifascimo online, jihad elettronica. Bologna, Il Mulino/ Contemporanea, pp.79-80.

[25] Cf. “Um protesto palmeirense”, seção “Camisa 12”, revista Placar, nº 715, 3 de fevereiro de 1984.

[26] Cf. “Gaúchos comemoram a derrota com chuva e garrafas”, revista Placar, n°433, 11 de agosto de 1978

[27] Cf. “Baile só é bom se tem briga”, revista Veja, edição 1.259, 28 de outubro de 1992.

[28] Foucault, Michel (2013) Prefácio à transgressão. In: Estética: literatura e pintura, música e cinema. Ditos e Escritos. Vol.III, Rio de Janeiro, Forense Universitária, p.32

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Ludopédio.
Seja um dos 13 apoiadores do Ludopédio e faça parte desse time! APOIAR AGORA

José Paulo Florenzano

Possui graduação em Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (1994), mestrado em Antropologia pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais, da PUC-SP (1997), doutorado em Antropologia pelo Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais, da PUC-SP (2003), e pós-doutorado em Antropologia pelo Programa de Pós-Doutorado do Departamento de Antropologia da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (2012). Atualmente é coordenador do curso de Ciências Sociais e professor do departamento de antropologia da PUC-SP, membro do Conselho Consultivo, do Centro de Referência do Futebol Brasileiro (CRFB), do Museu do Futebol, em São Paulo, membro do Conselho Editorial das Edições Ludens, do Núcleo Interdisciplinar de Pesquisas sobre o Futebol e Modalidades Lúdicas, da Universidade de São Paulo, e participa do Grupo de Estudos de Práticas Culturais Contemporâneas (GEPRACC), do Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais da PUC-SP. Tem experiência na área de Ciências Sociais, com ênfase em Antropologia Urbana, Sociologia do Esporte e História Política do Futebol, campo interdisciplinar no qual analisa a trajetória dos jogadores rebeldes, o desenvolvimento das práticas de liberdade, a significação cultural dos times da diáspora.

Como citar

FLORENZANO, José Paulo. República dos torcedores. Ludopédio, São Paulo, v. 96, n. 8, 2017.
Leia também: