175.18

Uma cruz para Fausto: de operário-jogador à ‘Maravilha Negra’ uma reflexão sobre a trajetória de um jogador negro na década de 1920 e 1930

Fausto: do operário-jogador à maravilha negra[1]

Em um dia de novembro de 1929, Fausto dos Santos, um homem negro de vinte e quatro anos de idade, filho de Fausto dos Santos e Rosa Emilia Junior, residia na rua Pinto Guedes, n° 53, na Tijuca, e trabalhava como comerciante na rua Santo Cristo, n° 73. Natural do Rio de Janeiro, conforme consta em um processo de calúnia e difamação, Fausto era também jogador de futebol amador do Vasco da Gama, clube localizado no bairro de São Cristóvão.[2] No entanto, seu primeiro clube foi o Campo Grande e logo se mudou para o Bangu A.C.

A sua trajetória é semelhante à de vários jogadores amadores de sua época, que faziam do futebol, um meio de sustento. Muitos desses se deslocaram de uma agremiação suburbana para uma maior, na tentativa de adquirir vantagens financeiras. Quando pelo Vasco da Gama, o jogador foi indiciado por injúria e difamação pelo cidadão Gustavo Rodrigues Dias, torcedor do América, ex-gerente da drogaria André e residente na rua Santa Luzia, n° 91 que conforme pode ser lido no documento, citou nominalmente outras figuras do meio esportivo como o Argemiro Bulcão – fundador do Jornal dos Sports – na época no Rio Sportivo e outros jogadores como Jaguaré, Italia, Doca, Tinduca e Vicente. O pedido de inquérito de crime de injúria (Cod. Penal,. Art. 317 B) e de calúnia verbal (Cod. Penal,. Art. 315 § 2°) contra o jogador vem da alegação de ter vindo a público reportagens onde dos Santos afirma que Gustavo teria tentado a manipulação do resultado de determinados jogos do Vasco da Gama. É importante mencionar que, segundo Renato Coutinho, Fausto nunca desfrutou da tolerância concedida a alguns jogadores. Ele nunca foi querido e, em todos os lugares onde jogou, ganhou a reputação de ser um jogador problemático e agressivo, causando danos tanto a adversários quanto a dirigentes.[3]

Neste texto, estou dialogando com pressupostos e questões abertas pela história social. Apreendida como uma perspectiva de investigação que incorpora temáticas e preocupações atendendo a uma demanda dos que partilham valores comuns. Ao me deparar com um processo contra Fausto dos Santos, acreditei que aquele documento poderia ampliar e legitimar o leque de registros documentais disponíveis para a apreensão dessas realidades. Meu objetivo era examinar os diversos processos contra indivíduos chamados Fausto dos Santos no Arquivo Nacional dentro do período em que o jogador esteve em atividade. No entanto, apenas um trazia questões pertinentes para o cotidiano ludopédio na antiga capital. Curiosamente, o processo movido contra dos Santos me levou a uma encruzilhada comum aos historiadores do esporte: a imprensa. Dito isto, o documento analisado contém conteúdo da imprensa – mais especificamente do Rio Sportivo que, infelizmente, não está digitalizado.

Gustavo Rodrigues Dias foi até a primeira delegacia auxiliar da Polícia do Distrito Federal, pois Argemiro Bulcão, a partir de entrevistas de Faustos dos Santos, publicou em diversas edições entre outubro e novembro, textos que implicam em um delito de tentativa de suborno ao jogador Fausto que atuava pelo Vasco da Gama e diversos outras figuras do quadros esportivos da época.

Nessa direção,  proponho uma abordagem em que o impresso seja pensado como “força ativa da vida moderna, muito mais ingrediente do processo do que registro dos acontecimentos”, da forma que propõe Darnton.[4] Indo além, com a especial atenção de que as “publicações de diferentes perspectivas sobre cada tema, a necessidade de se render aos interesses do público levava também as folhas a temperar o tom de suas críticas ao mundo das ruas”.[5] Assim sendo, as publicações do Rio Sportivo eram de interesse da comunidade leitora que se envolvia com as práticas esportivas. Com isso, é preciso lembrar que o material impresso de gênero esportivo, do jeito que sugerem Bernardo Buarque de Hollanda[6] e José Sérgio Leite Lopes não são testemunhos neutros, pelo contrário, fazem parte de um processo que resulta/ou em “como fazer política por outros meios”.[7] Tendo destacado isso, vale referenciar que Argemiro Bulcão, citado no processo, criou o Rio Sportivo – jornal anexado na documentação do processo analisado – no ano de 1926. Em 1931 criou o Jornal dos Sports, o popular cor de rosa, empresa onde se destacou Mário Filho como jornalista esportivo e empresário.[8]

Não foi possível ler todas as onze fontes do Rio Sportivo em sua totalidade. Isso se deve, em primeiro lugar, ao fato de os periódicos estarem presos ao inquérito de tal forma que não podiam ser separados. Em segundo lugar, várias reportagens começavam em uma página e terminaram em outra, impossibilitando a leitura integral sem danificar os documentos. Ainda assim, a edição do dia 29 de outubro de 1929 do Rio Sportivo trazia uma reportagem com a manchete: “O mais sensacional escândalo esportivo de todos os tempos”.[9] Uma outra coluna detalhou que Fausto e três diretores do Vasco foram até o encontro de Gustavo Dias – sendo Rubens Espozel o único citado nominalmente.[10] No local, Dias perguntou a Fausto por quanto ele “atraiçoaria seu clube”.[11] Fausto disse que não aceitaria menos de cinco contos. Neste encontro, Gustavo afirmou que atuaria sozinho no esquema de manipulação de resultados em favor do clube pelo qual torce, o América, e que pagou menos pelo serviço dos jogadores do São Cristóvão, como Doca, Vicente e Tinduca. Segundo o periódico Rio Sportivo, Rodrigues confessou a Fausto que Sá Pinto do Bangu, teria aceitado fazer parte do esquema dele, demonstrando que não havia “receio de que o grêmio rubro perdesse” o seu jogo contra os banguenses. E ponderou o seguinte:

Se o Flamengo vencer o Vasco, o America tem o campeonato garantido, pois o Botafogo e o grêmio rubro-negro não gostam do Vasco. O primeiro deste clubs não fará forças, pois já temos a certeza disso e que em ultima Analyse não quer que o seu club perca o titulo de campeão de mar e terra. Foi assim que Gustavo falou a Fausto.[12]

A respeito da citação anterior, de nada adiantou pois, nessa edição, o Vasco da Gama foi o campeão sendo o América, o vice.[13] Explorando mais o documento, Fausto alega que conheceu Gustavo quando este pertencia ao S. Club Mangueira e posteriormente no América.[14] Analisando as fontes, chama a atenção a surpresa com relação ao nome do player Doca do S. Christovão, “um rapaz que goza geral estima”.[15] Um rapaz branco, de família conhecida, ao ter seu nome citado por Fausto em entrevista na sede da Rio Sportivo gerou um espanto. A Senhorita Jupyra, que era datilógrafa no Rio Sportivo e estava assistindo às declarações de Fausto fez o seguinte comentário: “Acredito em tudo, menos que Doca e Italia se vendam. Doca é um rapaz distincto, incapaz de uma atitude menos digna”.[16] A verdade era uma só: “quanta gente está fora das leis do verdadeiro amadorismo”.[17]

O Vasco da Gama levou Fausto à condição de selecionado nacional e a ser um dos representantes do Brasil na primeira taça Jules Rimet, em 1930, no Uruguai. Conforme presente em artigo de Leite Lopes, “Do time do Brasil, a crônica esportiva internacional vai elogiar Fausto, chamado de “a maravilha negra”.[18] Segundo Leite Lopes, “o mal-estar de muitos jogadores que se consideravam “escravos” dos entraves do amadorismo encontrou uma saída no início da década de 30 na demanda de jogadores sul-americanos por parte dos clubes europeus”(…).[19]

Fausto
Itália e Fausto, dois atletas do Vasco que defenderam a Seleção Brasileira na Copa de 1930. Foto: Reprodução CBF / Arquivo CR Vasco da Gama

Movendo com a bola: do Brasil para o exterior

Fausto, em 1931, foi junto ao Vasco da Gama excursionar fora do país. Na viagem o Vasco perdeu dois dos seus craques, tornando-se, assim, os dois primeiros jogadores negros da história do Barcelona, conforme informa Malaia.[20] Jaguaré e dos Santos fizeram parte da primeira leva de jogadores que ingressaram no profissionalismo. Segundo Malaia, “os salários negociados pelos jogadores foram os mesmos que ganhavam os principais jogadores da equipe, 800 pesetas, mais prêmios de 50 pesetas por vitória e 25 por empate”.[21] Ainda conforme pesquisado por Malaia, “Fausto, em 1932, ganhava aproximadamente o que recebia um mestre de máquinas da Brahma no Rio de Janeiro, ou ganhava dez vezes mais que um operário da fiação da América Fabril”.[22] Conforme Matthew Taylor e Pierre Lanfranchi, foram vários os jogadores que migraram para a Espanha e nem todos foram bem recebidos por lá.  Os brasileiros tiveram uma curta passagem pelo país.[23]

De acordo com Leite Lopes, Fausto, era um jogador que vivia com um desconforto por ganhar a vida jogando futebol durante o período amador. Não ficou muito tempo no Barcelona, fechou com uma equipe da Suíça e pouco tempo depois foi repatriado pelo Vasco da Gama  ao pagar mil francos ao Football Club Young Fellows. Segundo Malaia, mil francos na época seria o equivalente a “500 mil réis”.[24] A ‘maravilha negra’ teve outra breve passagem pelo Vasco da Gama e, em 1933, ano da primeira liga profissional no Brasil, transferiu-se para o Nacional, do Uruguai. Naquela época, o Uruguai já era bi-campeão olímpico de futebol e o primeiro vencedor da competição conhecida como Copa do Mundo.

Conforme Renato Coutinho, a estadia de Fausto dos Santos no Nacional do Uruguai foi curta, pois seu contrato foi encerrado após alegações de que ele teria intencionalmente manipulado jogos nas canchas da Prata.[25] Sendo assim, no ano de 1934 regressaria ao Vasco da Gama e encontra naquela agremiação, uma realidade bem distinta. Naquele ano seria a segunda edição do profissionalismo às claras no Rio de Janeiro. A primeira edição de 1933 foi vencida pelo Bangu A.C. Segundo Malaia, naquele período, o Vasco da Gama era a equipe com o maior número de sócios e torcedores do país. A agremiação se organizaria na busca por elementos para formar o seu time mapeando até mesmo jogadores que estavam sob seu contrato, mas atuando em outras equipes. Naquele momento, os jogadores passaram a ser funcionários do clube. Uma outra realidade se comparada há alguns anos antes. Malaia destacou o caso em que Rubens Espozel, então diretor de esportes terrestres, que acompanhou Fausto dos Santos no caso de compra e venda de resultados em 1929, solicitou que a ‘maravilha negra’ e Russinho – ídolos do clube – não entrassem em áreas reservadas aos sócios.[26]

No momento em que o Vasco da Gama se destacava como uma das melhores equipes do país, se não a melhor, Fausto dos Santos, estava novamente preso ao clube. Conforme é possível ler na tese de Renato Coutinho, no ano de 1936, dos Santos era o tipo de jogador que a nova gestão José Bastos Padilha almejava contratar. Todavia, como aponta Coutinho, não foi fácil a sua chegada à Gávea. Inicialmente, seu retorno do Nacional do Uruguai resultou em sua reafiliação ao seu antigo clube, o Vasco da Gama. Rivalidades à parte, segundo consta em Coutinho, o jogador era desejado por diversas equipes da capital e de outros estados e não tinha condições de ficar no C.R Vasco da Gama pela forma que saiu do clube. Trocou o Vasco da Gama pela novidade, pelo status quo de footballers profissional por duas vezes.  Logo, o jogador se encontrava preso a um clube que não queria contar com as suas habilidades. A resolução final do caso ocorreu após “cinco meses de negociações oscilantes, resultando na seguinte situação: o advogado de Fausto, atuando em nome do Flamengo, afirmou que os contratos entre partes civis não estavam sob a jurisdição da polícia. Essa questão era de competência da Justiça”.[27]

Segundo André Ribeiro, o primeiro jogador que se tem registro no Brasil a reivindicar os seus direitos no futebol brasileiro foi Fausto dos Santos. Este, insatisfeito com o técnico húngaro Dori Kruschner do C.R Flamengo durante a gestão de Bastos Padilha, decidiu buscar seus direitos na justiça comum. O talentoso jogador foi contrário à mudança de posição – de meio campista, teria sido deslocado para a zaga. Como resultado, foi afastado da equipe e, posteriormente, viu seus ganhos reduzidos em sessenta por cento.[28] Diante dessa adversidade, Fausto contratou a advogada Geysa Bôscoli e recorreu à justiça comum. No entanto, a partir da decisão do juiz Mem de Vasconcelos Reis, da Primeira Vara Cível do Rio de Janeiro, perdeu na justiça para a agremiação esportiva.[29]

Fausto Domingos
Domingos da Guia e Fausto (à direita) pelo Flamengo, c. 1936/1938. Fonte: Arquivo Nacional/Wikipédia

‘Uma cruz para Fausto’

Sem dúvidas, o futebol desempenha um papel fundamental na construção da imagem do Brasil, constituindo-se segundo um símbolo emblemático da nossa sociedade contemporânea. O país é reconhecido estereotipadamente como o ‘país do futebol’, ‘a pátria de chuteiras’, o produtor de acervos fenomenológicos de caráter artístico, capaz, dele mesmo, produzir não apenas jogadores, ‘pés-de-obra’, matéria prima, mas sim heróis. Heróis negros e pardos, filhos, netos, herdeiros da violência da diáspora negra na América, trabalhadores urbanos que adentram o universo em constante expansão que é a rede internacional de jogadores de futebol ocupando aquilo que  Hans Urich Gumbrech cunhou como “estratégia de reencantamento secular”.[30]

Fastos ou a ‘maravilha negra’ ousou disputar os sentidos sobre o jogo, suas formas de e corpus em um período de construção da nação. Como observou Renato Coutinho, dos Santos não comungava “o ideal de brasilidade que se forjava na Era Vargas: a conciliação através da mediação do Estado”.[31] Ainda assim, ousou tornar-se pioneiro. De campeão por uma instituição secular como o Vasco da Gama, posteriormente, foi “disputado pelo Flamengo com unhas e dentes em 1936” e,[32] talvez, o mais importante, foi um agente social ativo na introdução da internacionalização e profissionalização do jogo, se destacando na primeira taça Jules Rimet, atuou no Nacional do Uruguai, pais que era detentor dos principais títulos de seleção, jogou em clubes vitoriosos da antiga capital  e foi um dos primeiros jogadores negros de um dos maiores clubes em nosso tempo, o Barcelona F.C.

Com um final trágico, dos Santos faleceu de tuberculose, “abandonado pelos clubes pelos quais jogou durante sua carreira, principalmente o Vasco (…) e o Flamengo, o último clube de sua carreira”.[33] Segundo Marcelo Filho, a ‘maravilha negra’ sucumbiu à tuberculose quinze dias após seu casamento. “Um dos principais nomes da geração de 1920 e 1930 ‘fechava os olhos para a vida, cercado apenas por parentes e assistidos – pela pobreza, um dos melhores e mais discutidos centro medios do Brasil e da América do sul’”.[34] De acordo com o Mundo Esportivo, o jogador que atuou por várias equipes da capital, sempre atraindo público para os estádios, não recebeu apoio de  nenhum clube, nem homenagem no velório.[35] Por fim, como bem escreveu Renato Coutinho, “Fausto não pode ser imitado. Não cabe ao garoto do campo de pelada tentar copiá-lo sem nunca tê-lo visto, como fazem com Leônidas e sua “bicicleta” e Domingos e as “Domingadas”.[36] Apesar de tudo, Fausto era a representação de que o futebol poderia ser um espaço de inversão de hierarquias e, ao seu modo, foi capaz de inverter valores mesmo que por um curto período de tempo.

Notas

[1] Agradeço o apoio fornecido pelo PPGH – UFF/Proex/Capes, pela chamada de Apoio à Participação de Alunos em Pesquisa e Eventos Chave Internacional/Nacional 2023.

[2] RIO DE JANEIRO. Vara Criminal. Polícia do Distrito Federal. Primeira Delegacia Auxiliar. Inquérito policial. Queixa – Gustavo Rodrigues. Acusado – Fausto dos Santos. Adv: Advocacia do Almacho Diniz. Arquivado em 5 de setembro de 1930. Código referência: Br, Na, Rio CS.0.IQP.5575.

[3] COUTINHO, Renato. “A Tragédia de Fausto: a Biografia de uma Maravilha Esquecida”. Anais do XVII Encontro de História da Anpuh- Rio, 2016.

[4] DARNTON, Robert e ROCHE, Daniel (orgs.) Revolução impressa: a imprensa na França 1775-1800. São Paulo, Edusp, 1996.

[5] PEREIRA, Leonardo Affonso de Miranda. “Negociações impressas: a imprensa comercial e o lazer dos trabalhadores no Rio de Janeiro da Primeira República”. Revista História, Franca-SP, v. 35, 2016, p. 13.

[6] Ver: BUARQUE DE HOLLANDA, Bernardo Borges; MELO, Victor Andrade de. O Esporte na Imprensa e a Imprensa Esportiva no Brasil. Rio de Janeiro: FAPERJ/7 LETRAS, 2012; HOLLANDA, Bernardo Buarque de. “Aquém e além de o Negro no futebol brasileiro: uma releitura da obra do jornalista esportivo Mário Filho entre os anos 1940 e 1960”. História: Questões & Debates. Curitiba v. 69, n. 2, p. 188-219, jul./dez. 2021.

[7] LOPES, José Sérgio. “A vitória do futebol que incorporou a pelada – A invenção do jornalismo esportivo e a entrada dos negros no futebol brasileiro”. Revista USP, (22), 1994, p. 77.

[8] BUARQUE DE HOLLANDA, Bernardo Borges; MELO, Victor Andrade de. O Esporte na Imprensa e a Imprensa Esportiva no Brasil. Rio de Janeiro: FAPERJ/7 LETRAS, 2012.

[9] Rio Sportivo, Rio de Janeiro, 29 de outubro de 1929.

[10] Rio Sportivo, Rio de Janeiro, 30 de outubro de 1929.

[11] Idem.

[12] Idem.

[13] MÉRCIO, Roberto. A História dos Campeonatos Cariocas de Futebol. Rio de Janeiro: Studio Alfa, 1985.

[14] “As revelações de Fausto”. Rio Sportivo, Rio de Janeiro, 30 de outubro de 1929.

[15] Rio Sportivo, Rio de Janeiro, 5 de novembro de 1929, p. 2-3.

[16] Idem.

[17] Rio Sportivo, Rio de Janeiro, 7 de novembro de 1929.

[18] Lopes, Op. Cit, 1994, p. 70.

[19] Idem.

[20] SANTOS, João Manuel Casquinha Malaia. Revolução vascaína: a profissionalização do futebol e inserção sócio-econômica de negros e portugueses na cidade do Rio de Janeiro (1915-1934). 2010. Tese (Doutorado em História Econômica) – Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2010, p, 361.

[21] Malaia, Op. Cit, 2010, p. 383.

[22] Malaia, Op. Cit, 2010, p. 389.

[23] LANFRANCHI, Pierre; TAYLOR, Matthew. Moving with the Ball: The Migration of Professional Footballers. Oxford: Berg, 2001, p. 87.

[24] Malaia, Op. Cit, 2010, p. 420.

[25] COUTINHO, Renato Soares. Um Flamengo grande, um Brasil maior: O Clube de Regatas do Flamengo e o imaginário político nacionalista popular (1933-1955), 196 f., Tese (Doutorado), Instituto de Ciências Humanas, da Universidade Federal Fluminense, Rio de Janeiro, 2013.

[26] Malaia, Op. Cit, 2010.

[27] Coutinho, Op. Cit, 2013, p. 76

[28] RIBEIRO, ANDRÉ. Uma ponte para o futuro/André Ribeiro, Denise Góes, Laís Duarte Motta; SAPESP [organização]. – Rio de Janeiro: Gryphus, 2007, p. 5.

[29] Idem.

[30] GUMBRECHT, Hans Ulrich. “Perdido na intensidade da concentração: espectadores esportivos e as estratégias de reencantamento”. HOLLANDA, Bernardo Borges Buarque; BURLAMAQUI, Luiz Guilherme. Desvendando o jogo: nova luz sobre o futebol. Niterói: Editora da UFF, 2014.

[31] Coutinho, Op. Cit, 2016, p. 8.

[32] Coutinho, Op. Cit, 2016, p. 6.

[33] Malaia, Op. Cit, 2019, p. 431.

[34] FILHO, Marcelo Viana Araújo. Com o povo de Bangu, seus heróis: a formação do bairro operário no final do século XIX, o operário-jogador e o profissionalismo às claras em 1933. Niterói, 138 p. Dissertação (Mestrado), Instituto de Ciências Humanas, da Universidade Federal Fluminense, Rio de Janeiro, 2022, p. 123.

[35] “Uma cruz para fausto”. Mundo esportivo. São Paulo, 14 de março de 1947, p. 12.

[36] Coutinho, Op. Cit, 2016, p. 8.

Bibliografia

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Marcelo Viana Araujo Filho

Graduado em licenciatura em História junto a UFF, entre 2015 e 2019. Foi beneficiado com a experiência de estágio PIBID UFF no colégio Manoel de Abreu,  em 2017. Bolsista PIBIC CNPq (CAPES), sob orientação de Laura Antunes Maciel, entre 2018 e 2019. Torcedor de arquibancada (sempre em pé e cantando) do tricolor das laranjeiras e um herdeiro dos ensinamentos do original mendigo do bom futebol, o Eduardo Galeano. Atualmente, mestrando  em Contemporânea II em História, sob orientação de Lívia Gonçalves Magalhães. O projeto que está em desenvolvimento, visa compreender como se deu o processo de profissionalização do Bangu Athletic Club através da Imprensa (1910 -1933).

Como citar

FILHO, Marcelo Viana Araujo. Uma cruz para Fausto: de operário-jogador à ‘Maravilha Negra’ uma reflexão sobre a trajetória de um jogador negro na década de 1920 e 1930. Ludopédio, São Paulo, v. 175, n. 18, 2024.
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