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“A parte que te cabe nesse latifúndio”: breves notas sobre o debate recente do clube-empresa no Brasil

Fabio Perina 11 de abril de 2024

1-INTRODUÇÃO

Esse texto emerge para registrar reflexões que tenho sobre um tema da economia no futebol que aparece como secundário diante do meu foco no tema da segurança no futebol. Por isso a menção figurativa no título, não apenas menção à ótima canção de Chico Buarque, mas sobretudo uma menção ao excelente artigo de Alvito (2006) que articula ambos temas da economia com a segurança como uma rigorosa síntese a neoliberalismo e dependência objetiva e subjetiva como elementos inerentes a esse debate (ou um “não” debate? conforme dissertarei a seguir). Afinal um debate é feito não apenas de discursos como se eles pairassem no ar, mas é preciso posicionar como se inserem em sujeitos sociais, vide o empresário no futebol será o mais destacado nesse texto, justamente o mais romantizado embora também o menos analisado.

Naquele momento, o historiador faz um balanço do “legado” das respectivas legislações para cada tema da Lei Pelé (1998) e Estatuto do Torcedor (2003) enquanto, em minhas palavras, foram avanços na forma, porém com engodos no conteúdo. Ou seja, mesmo alegando defender jogadores e torcedores, foram funcionais à mercantilização do futebol brasileiro através de avançar na transição de clubes como empresas (o foco desse texto), de jogadores como mercadorias e de torcedores como consumidores. Recuperar detalhes sobre esse processo nos anos 1990 seria tão relevante quanto exaustivo (o que talvez ficará para um próximo texto).

Diante disso, como pano de fundo faço menção apenas a duas determinações incontornáveis e articuladas entre si no Brasil e no mundo daquela década: a dependência objetiva através do Consenso de Washington (ou seja, a doutrina econômica de ajuste fiscal) e a dependência subjetiva através do “pensamento único” ou “fim da história” (ou seja, a doutrina filosófica de reduzir questões sociais complexas a prescrições técnicas simplistas). Ambas evidentemente “varreram” a sociedade e inclusive dentro dela o futebol ao encontrar aqui pouco acúmulo de debate crítico de jornalistas e pesquisadores e pouca organização e mobilização das categorias diretamente afetadas de jogadores e torcedores. Portanto, se caracteriza um “não” debate tanto por suas formas de legitimidades muito desiguais nos sujeitos envolvidos quanto por seus conteúdos (conforme falarei no item 3).

Trazendo esses elementos para os anos mais recentes, a primeira onda de mercantilização do futebol brasileiro através da Lei Pelé foi considerada incompleta como justificativa para uma segunda onda de transição do modelo de clube-associativo a clube-empresa, mais conhecido como Sociedades Anônimas do Futebol. Uma onda decomposta entre a apresentação de um projeto de lei em 2019 e sua intensa tramitação parlamentar até sua aprovação em 2021 que deu respaldo a uma expansão dessas SAFs nos anos seguintes. O que será dissertado nas partes 2 e 3. Evidente que outro pano de fundo que agora que “varreu” o futebol vindo de fora dele é o vínculo entre a reforma trabalhista na política e elementos mais difusos na sociedade como o estímulo ao empreendedorismo, anarco-capitalismo e “anti-política” (como o auge do lava-jatismo). 

Arredondando essa extensa introdução, embora necessária para “limpar o terreno” e “botar as cartas na mesa”, antes de passar minhas principais fontes (Globo Esporte e o Uol Esporte) acrescento a seguinte reflexão. Há algo em comum entre as SAFs e outros temas recentes do futebol brasileiro na sua dimensão extra-campo como direitos de transmissão, possível nova liga, apostas esportivas e até gramado artificial.

É a persistência de um debate restrito apenas a dirigentes e empresários (geralmente através de jornalistas) e muito seletivamente a parlamentares, juristas, jornalistas críticos e pesquisadores. Sendo muito improvável qualquer brecha a representação e participação de profissionais do futebol (como treinadores e jogadores) e sobretudo torcedores. O que aliás tende a coincidir com o “não” debate sobre segurança no futebol que acompanho melhor como meu tema prioritário. Desde já isso serve para desmistificar o engodo que clama por dirigentes se unirem “pelo bem do futebol brasileiro”, quando na verdade apenas re-organizam sua competição inerente entre si apenas em outros termos.

Ronaldo Cruzeiro
Foto: Gustavo Aleixo/Cruzeiro/Divulgação

2-O DEBATE OFICIALISTA

Com toda a devida “licença poética” que um ensaio permite, não apenas irei comentar brevemente algumas amostras de discursos sobre o tema de clube-empresa, como arriscarei identificar que posições político-ideológicas ocupam. Diante desse “não” debate em que a técnica “varreu” a política, esse é um exercício de imaginação e sobretudo uma tarefa para tentar abrir caminhos em meio a esse “deserto” de idéias para possibilidades de acumular reflexão crítica e sobretudo intervenção prática.

Primeiro, Rodrigo Capelo (no Globo Esporte) ocupa uma posição digamos “técnica-realista”, pois apresenta argumentos técnicos condizentes com sua formação profissional de jornalista especializado em negócios no esporte. Com as vantagens na forma de não usar um tedioso “economês” e no conteúdo com a ressalva sem ilusões que o melhor modelo jurídico poderia compensar a persistência de más gestões. Vide um sub-tema recorrente ao autor do imenso sucesso recente do Fortaleza no qual primeiro a boa gestão levou à mudança de modelo jurídico, e não o contrário. Positivo do ponto de vista estritamente técnico de informar frequentes dados estatísticos dos clubes junto com sua própria análise em linguagem acessível. E no geral a repercussão é de considerável consenso diante da maioria de outros blogueiros similares com outras abordagens e principalmente com “mesas redondas” de TV paga.

Depois, Rodrigo Monteiro de Castro, especialista em direito comercial, como convidado recorrente no Blog do sociólogo e jornalista Juca Kfouri no Uol Esporte. Ambos ocupam uma posição digamos “técnico-ideológica”, o que pode parecer uma contradição em termos, porém na forma parece escolher seletivamente os argumentos técnicos que justifiquem suas convicções ideológicas. E com isso no conteúdo são negligentes à anterior ressalva que cartolas podem se adaptar ao novo cenário de parecerem gestores apenas com uma mudança formal nas aparências. Vide casos recentes popularmente conhecidos como “neomecenato” como Menin no Atlético-MG ou sobretudo Petraglia no Atlético-PR. Dessa forma, ambos reeditam o auge do “não” debate dos anos 1990 ao “torcerem” para que através de um novo modelo jurídico ocorra uma transição de “cartolas” amadores a gestores profissionais. 

Por fim, Rica Perrone (influenciador no Youtube) ocupa uma posição digamos “ideológica-reacionária”. Sua forma parece bem mais informal até do que a de “mesas redondas” de TV aberta ou rádio pelo monólogo não permitir o discurso de contraponto. Pelo contrário, no seu conteúdo sequer tenta mobilizar argumentos, mas apenas sobram “achismos” e convicções pessoais nos quais sua interpretação de futebol fica escancaradamente atrelada à sua interpretação de sociedade: só funciona aquilo que tem dono privado, pois o que é estatal ou coletivo (vide modelo associativo) vira bagunça e esquema de corrupção (e junto sempre clichês como “político é tudo igual”).

Com isso, é ainda mais negligente à ressalva anterior pela possibilidade de um empresário ser ainda mais danoso e até criminoso do que um político. Sendo que esse tema de clube-empresa e inúmeros outros sempre recebem essa justificativa como solução “guarda-chuva” a todos os problemas. Em suma, com ele é possível uma amostra direta e cristalina do discurso oficialista “noventista” de demonizar o problema de políticos e cartolas e romantizar a solução de empresários e gestores. Diga-se de passagem, seu entusiasmo como “freelancer” em redes sociais é acompanhado de uma orgulhosa convicção de conhecer por dentro o jornalismo da grande mídia e ter rompido, o que se transmite com uma explícita posição “anti-sistema” tanto nos conteúdos como nas formas de sua comunicação (tema que retomarei nas últimas linhas desse texto).

3-O DEBATE CRÍTICO

A coluna de Juca Kfouri escancarou as portas para os criadores da lei das SAF. Foram anos de publicações quase semanais promovendo o revolucionário projeto que oferecia uma mamata para os futuros compradores dos nossos clubes. Como não parece haver má fé neles, eis o seguinte. Isenção fiscal de longo prazo pra “estimular” clubes a deixarem de lado a associação civil e jogarem seus ativos em uma sociedade anônima que teria donos. E é óbvio que quem pode comprar clube no Brasil é um punhado de gente bem conhecida. Quantos são os bilionários locais? Não bastasse ter a chance de virar dono da história centenária de uma empresa que já nasce com dezenas de milhões de clientes (que você não bateu um prego pra formar), você agora ia ter benefícios diversos para zerar a dívida dessa empresa. Como se isso não fosse obrigação. É bom demais ser rico no Brasil. Se você não bota dinheiro em nada a culpa é dos outros. Então os outros mudam a lei pra você botar dinheiro, e você ainda sai de herói, quando tá apenas expandindo seus negócios e seu poder. É bom demais.”

Ora, diante dos evidentes problemas das posições 2 e 3, somente a posição 1 permite uma brecha a articular com outras reflexões e outros sujeitos. Hoje uma fonte incontornável é do pesquisador Irlan Simões. Organizador de um livro com variados capítulos com estudos de casos de outros pesquisadores e ativistas torcedores mostrando a análise e possibilidades de resistências torcedoras na primeira onda (na qual se insere recente Lei Pelé) do modelo de clube-empresa da Itália e Inglaterra para vários países europeus e sul-americanos através de legislações nacionais. Assim como outros capítulos sobre a segunda onda (na qual se insere a recente Lei de SAFs) como consequência de tendências mais recentes de novos mecanismos não-legislativos de expansão a outros continentes. O balanço desses casos traz à tona uma premissa que “varre” o discurso empresarial oficialista: a economia política do futebol NÃO é movida pelo lucro, mas por interesses eleitorais e geopolíticos por conta da imensa notoriedade que o futebol proporciona na opinião pública. Sobretudo o maior erro da primeira foi uma “cega” importação imediata de modelos externos desconsiderando premissas estruturais internas como: posição de um país dentro da estrutura global do futebol, dinâmica política dos clubes e sobretudo culturas torcedoras tradicionais e reações à transição do modelo associativo ao empresarial. O trecho a seguir vincula ambas ondas através da chave de leitura já explicitada de “pensamento único”:

“A narrativa de inevitabilidade da transformação de clubes em empresas e de associados em acionistas jogava totalmente a favor das velhas oligarquias, ávidas por eliminar posições e concorrências” (SIMÕES, 2021: p 16) (…) “A defesa de que clubes de futebol se transformem em empresas, aparenta muito mais terem sido objeto de assimilação osmótica de um discurso que arroga tecnicidade apolítica, do que necessariamente uma reivindicação consciente de um modo de enxergar a realidade” (SIMÕES, 2021: p 49)

Esse pesquisador também é jornalista com uma coluna no Globo Esporte para a divulgação dessas e outras reflexões a partir de casos cotidianos. Já no Uol Esporte, noto haver uma certa convergência de alguns blogueiros misturando informação com indignação diante de cada caso para o tema, o que mostra que dirigentes e gestores estão tão sujeitos quanto treinadores e jogadores aos questionamentos conforme fenômenos de dentro de campo e de fora de campo. Embora dentre eles seja apenas Milly Lacombe com potencial de superar um discurso de mera individualização e buscar raízes estruturais (no item 4 darei um exemplo dessa ampliação de perspectiva). Ou seja, que dentro de um sistema capitalista cada indivíduo que ocupa uma posição pode prontamente ser substituído por outro mais funcional sem alterar sua lógica.

Principalmente nesse tema é preciso permanentemente questionar o “pensamento único” do capitalismo em sua fase neoliberal no qual todas as dimensões da vida social supostamente deveriam fazer uma transição à lógica empresarial. Questionar e cobrar permanentemente que o discurso oficialista oculta que há uma função social de um clube e que o compromete a não ser um mero automatizador do lucro pela potencial pressão de sua massa torcedora. Ou seja, não somente uma exposição abstrata, mas através dela é possível um acúmulo de debates de casos positivos para uma brecha que (ainda) existe para o departamento social mesmo em um clube-empresa, vide Bahia e Vasco com recorrentes exemplos.

John Textor, empresário norte-americano dono da SAF do Botafogo (Foto: Reprodução/Premiere)
John Textor, empresário norte-americano dono da SAF do Botafogo. Foto: Reprodução / Premiere

4-DESFECHO: NOTAS DE CONJUNTURA

Por fim, escrevendo esse texto em abril de 2024, inevitável não fazer menção a um elemento recente bastante emblemático do que foi refletido a seguir: o escândalo Textor. A começar pelo enfoque “resultadista” no qual a temporada de 2023 teve como principais títulos no futebol brasileiro conquistados por clubes (ainda) associativos: São Paulo, Palmeiras e Fluminense. Enquanto as experiências de clube-empresa foram bastante decepcionantes naquele final de ano e mesmo agora nos recentes estaduais: Bahia, Cruzeiro, Vasco e principalmente Botafogo.

Como antecedentes, o clube alvinegro por si só uma intensa “trincheira” para o modelo clube-empresa ganhar posições: seja pelo enfoque dentro de campo “resultadista” da ausência de títulos estaduais desde 2018 e títulos nacionais desde 1995 clamar por escolhas “salvacionistas”, seja pelo enfoque extra-campo com “torcedores” ilustres do clube empenhados nessa empreitada: o influenciador Felipe Neto, os irmãos cineastas Moreira Sales e até mesmo o ex-presidente da Câmara dos Deputados Rodrigo Maia.

Contudo, o projeto que deslanchou mesmo foi através do empresário estadunidense John Textor, também proprietário do Crystal Palace-ING e Lyon-FRA no novo modelo transnacional “multiownership” (SIMÕES, 2021), ou seja, “franquias” tal qual o ex-Bragantino (agora Red Bull) e o Bahia dentro do Grupo City.

Resumindo, a equipe foi durante 2023 “do céu ao inferno” ao liderar e disparar em boa parte do Campeonato Brasileiro, porém na reta final perdendo uma partida decisiva para o Palmeiras e o título como um todo para o adversário alviverde. Nas últimas semanas o empresário levantou acusações “bombásticas” que o clube teria sido prejudicado, mas sequer apresentou provas. O que desconsidera algo básico da jusrisprudência democrática moderna (ainda mais envolvido em um negócio de grandes valores financeiros) que quem acusa deve ter o ônus da prova. O que “varreu” as certezas absolutas que os membros do discurso oficialista possuiam que “cartola é tudo igual” e os empresários poderiam ter uma melhor postura ética e profissional. Para fazer a devida crítica ao episódio me apoio através dos seguintes trechos em blogs do Uol Esporte com os argumentos objetivos de Danilo Lavieri e sobretudo nos argumentos subjetivos de Milly Lacombe, por melhor “arredondarem” minha argumentação em todo esse texto.

Cadê as escutas, comprovantes de pagamentos ou qualquer outro indício de algum jogador ou algum juiz tenha sido comprado? Onde estão os movimentos suspeitos em casas de apostas? […] Por fim, por que o dono da SAF do Botafogo escolheu apenas o Palmeiras para supostamente provar manipulação? O Alvinegro foi ultrapassado pelo Verdão, mas também ficou atrás do Grêmio, Flamengo e Atlético-MG. Vamos imaginar que a sua maluca tese fosse comprovada: quem seria campeão seria o Grêmio. O Botafogo continuaria entregando o título ganho.

O CEO foi buscar com a inteligência artificial explicações para a derrocada botafoguense. Focou nos adversários e foi aí que ele errou. Se tivesse prestado atenção apenas ao jogo contra o Palmeiras, naquela virada histórica dentro do Nilton Santos, saberia que seu time estava emocionalmente abalado e que o resultado improvável deixou o elenco ainda mais destroçado […]. Para Textor é impossível que um jogador caia de produção, tenha um dia ruim, esteja desmotivado. Atleta é máquina e a baixa performance de alguns rivais em alguns jogos provaria que houve manipulação segundo a IA. Ele usa de lógica alimentada pela matriz dos esportes estadunidenses, onde tudo é métrica e estatística. Não vai dar certo usar essa matriz para interpretar nosso futebol e Textor certamente alimentará sua paranoia se for por aí.

Em suma, o balanço final que faço que relaciona esse caso com o cenário atual e retrospectiva mais ampla que tratei nesse texto é que não basta identificar e denunciar o aparente delírio ególatra de Textor. Pois ele possui raízes com muita capilaridade em um delírio coletivo que já existiu (esse sim um “noventismo” que não deveria deixar saudades, tal qual o político Enéas com seu discurso “anti-política”) e ainda deixa resquícios. No qual há uma suposta certeza absoluta como se um empresário (ainda mais sendo “gringo”) fosse um “justiceiro” enfrentando sozinho um suposto “sistema” contra as liberdades individuais. Qualquer semelhança com mega-empresários como Donald Trump e Elon Musk (e vários outros brasileiros em um menor escalão como Luciano Hang) não é mera coincidência.

Afinal, compartilham um mesmo pano de fundo no qual os maiores empresários (principalmente no futebol) mudaram muito suas formas ao trocar colarinho branco e discursos ponderados em uma transição para se aproximar do “homem médio” e um intenso ativismo político contra o “sistema” tanto favoreceu seus fortunas. Se os sujeitos dominados do futebol e da sociedade brasileiros seguirem pouco organizados e mobilizados diante desse engodo não permitirá a superação da “parte que te cabe nesse latifúndio” nessa espiral de dependências.

LEITURAS DE APOIO:

ALVITO, Marcos. «A parte que te cabe neste latifúndio»: o futebol brasileiro e a globalização. Análise Social, p. 451-474, 2006.

SIMÕES, Irlan (Org.). Clube Empresa: abordagens críticas globais às sociedades anônimas no futebol. Editora Na Bancada, 2021.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Ludopédio.
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Fabio Perina

Palmeirense. Graduado em Ciências Sociais e Educação Física. Ambas pela Unicamp. Nunca admiti ouvir que o futebol "é apenas um jogo sem importância". Sou contra pontos corridos, torcida única e árbitro de vídeo.

Como citar

PERINA, Fabio. “A parte que te cabe nesse latifúndio”: breves notas sobre o debate recente do clube-empresa no Brasil. Ludopédio, São Paulo, v. 178, n. 11, 2024.
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