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O Fortaleza não é o Nordeste na Libertadores

Por mais difícil que seja abordar este tema em um momento de tamanha conquista para o Fortaleza, que, após terminar o Campeonato Brasileiro na quarta colocação, classificou-se pela primeira vez para a Libertadores da América, algo precisa ser dito: o Leão do Pici não é Nordeste na Libertadores.

A polêmica levantada neste artigo é com o intuito de debater, principalmente, três tópicos que envolvem a classificação do Tricolor e toda a visibilidade que o desempenho do time tem gerado no futebol brasileiro: 1) a padronização do Nordeste e a externalização da região enquanto parte do país; 2) a xenofobia contra nordestinos, em outras palavras, o nordestinismo; e 3) as desigualdades entre os times do Nordeste e os do Sul/Sudeste — destaque para as equipes do eixo Rio-São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul.

De um lado, o Nordeste; do outro lado, o Brasil

Em muitos momentos da história do futebol, foi comum ouvir que um determinado time, ao participar de alguma competição internacional, representava todo o país. Quantas vezes não ouvimos o narrador da Rede Globo Galvão Bueno, por exemplo, repetir as seguintes frases: “o Flamengo é o Brasil na Libertadores”, “O São Paulo é o Brasil no Mundial” e outras narrativas do tipo que eram propagadas a cada partida disputada?

Como já debatido em coluna anterior, o futebol foi utilizado como instrumento para a construção da identidade nacional na Era Vargas, primeiro com a Seleção brasileira e com o jogador Leônidas da Silva, e, em seguida, com times localizados nos centros de poder, ou seja, as capitais São Paulo e Rio de Janeiro.

A tentativa de homogeneização e padronização de um povo tem por objetivo, sobretudo, o apagamento das diferenças no intuito de apassivamento das massas para que as forças do Estado sejam capazes de controlá-las. Mas, como consequência, a imposição desse modelo apresenta as suas contradições, uma vez que existem torcedores que abraçam o discurso de que todo time brasileiro em uma competição internacional é um representante do país, assim como a Seleção; há, no entanto, aqueles que discordam veementemente dessa premissa, afinal, como bem lembra o companheiro de Reneme, Phelipe Caldas, a rivalidade é algo intrínseco ao futebol. Caldas demonstra em sua dissertação — O Belo e suas torcidas: um estudo comparativo sobre as formas de pertencimento que cercam o Botafogo da Paraíba — que unidade e homogeneidade não ocorrem nem mesmo dentro de uma mesma torcida.

Então, se existem rivalidades das mais diferentes formas dentro do futebol brasileiro, como podemos esperar que um único time possa representar o sentimento de pertencimento de todos os torcedores simplesmente por ser do mesmo país?

A lógica de padronização e homogeneização do país se transporta para a Região Nordeste. E aqui, percebe-se uma forma diferente desse sistema, uma que gera externalização de uma parte do país: o Fortaleza não é o Brasil na Libertadores, é o Nordeste.

Ao retomar mais uma vez a questão da modernização e burocratização do Estado nacional brasileiro, ressalta-se como os padrões autoritários e centralizadores do Governo Vargas, na tentativa de construir uma identidade e unidade nacional, produziram, entre diversos processos contraditórios, a questão nordestina, uma condição histórica que subalternizou a Região Nordeste ao Centro-Sul do país de forma socioeconômica, política e cultural. O que era para unificar o país causou maior diferenciação, uma vez que, para se construir o imaginário de um país moderno e desenvolvido calcados nos valores do Sudeste, era preciso combater as partes subdesenvolvidas e arcaicas.

Mas, em um país de capitalismo dependente como o Brasil, a modernização ocorre de forma conservadora, a partir da qual as soluções modernizantes dentro do Estado são feitas pelo alto, ou seja, sem a participação popular, provocando, assim, mudanças moleculares que garantem a manutenção da ordem e das mesmas forças dominantes no poder. Isso significa que a modernização é realizada apenas para manter os privilégios de poucos e que os direitos das massas populares não sejam priorizados; logo, ao invés de produzir uma unidade nacional, desenvolve diferenças irreconciliáveis, culminando, entre muitos fatores, na criminalização e estigmatização das populações periféricas e na invisibilidade de suas culturas.

Foi assim — com a colaboração da mídia, da literatura, da música e de tantos outros aparelhos e intelectuais — que se fabricou a visão de Região Nordeste homogênea, como se todos os estados fossem iguais, tivessem a mesma cultura, o mesmo sotaque, os mesmos problemas, o mesmo desenvolvimento, entre outras padronizações.

Em diferentes momentos, a região foi e é vista como um bloco indivisível, e “o nordestino” aparece como um tipo social — no singular — com características vinculadas a uma inferioridade que se transporta a tudo que diz respeito à região, esta, nem sempre vista como um espaço nacional.

A situação do Nordeste pode ser vista também na Região Norte e nas demais periferias do país. Mas o foco deste artigo é a conquista da vaga na Libertadores pelo Fortaleza e como esse feito está diretamente ligado à questão regional, a começar pelo discurso de que o Fortaleza é o Nordeste na Libertadores.

mascote do Fortaleza
Juba, mascote do Fortaleza, marca presença em todos os jogos em casa. Foto: Pedro Chaves/Wikipédia.

Desigualdades regionais, nordestinismo e abismo no futebol

Um inédito quarto lugar na Série A do Campeonato Brasileiro levou o Fortaleza pela primeira vez à Taça Libertadores da América. O fato foi destaque por vários motivos. O primeiro deles é que essa foi a melhor colocação de um time nordestino na era dos pontos corridos do Brasileirão e, consequentemente, fez com que fosse também a primeira vez que um time do Nordeste se classificasse para a principal competição do continente através desse sistema. O segundo ponto é que o Leão do Pici se tornou o quarto time da região, em 62 edições do torneio continental, a participar da Libertadores. Os outros foram Bahia, Vitória e Sport, este último se classificou há 13 anos após vencer a Copa do Brasil.

As disparidades entre os times do eixo Rio-São Paulo e de outras regiões podem ser vistas quando se compara a relação de conquista de títulos de relevância dos chamados “times grandes” e o desempenho das equipes do Nordeste (discrepâncias que podem ser vistas em maior ou menor grau a depender da região dos times). Por exemplo, algumas equipes do Sul e de Minas Gerais conseguem vencer, com alguma regularidade, competições a nível nacional ou internacional. Diferentemente de equipes do Nordeste que conquistaram poucos títulos nacionais e nenhum internacional[1].

De acordo com o ranking da CBF[2], são 63 títulos do Campeonato Brasileiro. As contas não são simples porque havia uma contagem de competições a partir de 1971. Entretanto, em 2010, a entidade máxima do futebol nacional resolveu unificar os títulos anteriores a 1971, ou seja, de 1959 a 1970[3]. Portanto, as competições que, via de regra, contam como Campeonato Brasileiro de 1ª divisão ao longo da história do futebol nacional são: Taça Brasil, Torneio Roberto Gomes Pedrosa (Robertão), Campeonato Brasileiro, Copa União e Copa João Havelange.

Independente das particularidades do Campeonato Brasileiro, o que interessa a este debate é saber como se localizam esses títulos. Sendo assim, tem-se a seguinte disposição: Palmeiras (SP) com 10; Santos (SP) com 8; Corinthians (SP) e Flamengo (RJ) com 7; São Paulo (SP) com 6; Cruzeiro (MG), Fluminense (RJ) e Vasco (RJ) com 4; Internacional (RS) com 3; Bahia (BA), Botafogo (RJ), Grêmio (RS), e Atlético Mineiro (MG) com 2; Atlético Paranaense (PR), Coritiba (PR), Guarani (SP) e Sport (PE) com 1.

Ao somar o número de títulos por estados, São Paulo é disparado o que tem mais times com títulos, totalizando 31 (cinco clubes campeões); seguido por Rio de Janeiro com 16 (quatro clubes campeões); Minas Gerais, com 6 (dois clubes campeões); Rio Grande do Sul com 5 (dois clubes campeões); e Bahia e Paraná com 2 títulos (enquanto o Paraná teve dois clubes campeões, a Bahia só teve um); e Pernambuco com 1 título.

Outra competição nacional importante é a Copa do Brasil. O torneio tem um viés mais democrático em termos geográficos por contar com participantes de todos os estados e do Distrito Federal. A classificação para o torneio é baseada no ranking de clubes da CBF e através dos campeonatos estaduais (cada unidade da federação tem o seu). A Copa do Brasil começou em 1989 e existe até os dias atuais. São 30 títulos distribuídos entre os seguintes times: Cruzeiro (MG): 6; Grêmio (RS): 5; Palmeiras (SP): 4; Corinthians (SP) e Flamengo (RJ): 3; Atlético (MG), Criciúma (SC), Fluminense (RJ), Internacional (RS), Juventude (RS), Paulista de Jundiaí (SP), Santo André (SP), Santos (SP), Sport (PE), Vasco (RJ) e Athletico (PR): 1.

Por estados, temos na Copa do Brasil, a seguinte disposição: São Paulo com 10; Minas Gerais e Rio Grande do Sul com 7 cada; Rio de Janeiro com 5; e Santa Catarina, Pernambuco e Paraná com 1 cada.

Os números apresentados evidenciam as disparidades entre os times do Sul/Sudeste e do Nordeste, principalmente quando se separam os números referentes a São Paulo e Rio de Janeiro. Apesar de o Rio de Janeiro não aparecer nas primeiras posições no ranqueamento de títulos da Copa do Brasil, o estado apresenta ainda um bom número de conquistas. Mas, em se tratando de Campeonato Brasileiro, é possível ver como os dois estados (Rio e São Paulo) estão nas primeiras posições, principalmente o estado mais rico do país. São Paulo lidera nos dois campeonatos.

Já os times nordestinos pouco aparecem nessa lista. Dos nove estados, apenas dois estão representados: Bahia e Pernambuco. Inclusive, é importante destacar que os títulos no Campeonato Brasileiro são de mais de 30 anos atrás. Os dois títulos da equipe do Bahia são de 1959 e 1988. Já o Sport conquistou em 1987. Aliás, desde que foi implementado o novo formato de competição de pontos corridos, em 2003, os times nordestinos têm tido cada vez mais dificuldades de se manter nas primeiras posições.

Em 2003, 24 times disputaram o Brasileiro, e o nordestino melhor colocado foi o Vitória (BA), que ficou em 16º lugar. No ano seguinte, o Vitória era o único time do Nordeste na Série A e, no fim do campeonato, foi rebaixado. Em 2003, 2004, 2005, 2006 e 2007, não havia nenhum time nordestino entre os 10 primeiros colocados. Em 2008, o Vitória conseguiu ficar exatamente em 10º. Depois de mais quatro anos (2009, 2010, 2011 e 2012) sem nenhum nordestino na primeira metade da tabela, o Vitória conseguiu, em 2013, o melhor resultado, até então, de uma equipe do Nordeste na história do Brasileiro na era de pontos corridos, um 5º lugar. Em 2014, nenhum nordestino esteve entre os 10. Já em 2015, o Sport Recife ficou em 6º. Depois, foram mais três anos (2016, 2017, 2018) sem nenhum clube nordestino entre os 10 primeiros. Por fim, no campeonato de 2019, o Fortaleza ficou em 9º. No ano seguinte, Ceará (11º), Bahia (14º), Sport (15º) e Fortaleza (16º) conseguiram se manter na primeira divisão. No ano de 2021, o Fortaleza consegue o histórico 4º lugar, melhor posição de um time do Nordeste e primeira classificação para a Libertadores.

A desigual condição do futebol brasileiro tem consequências nefastas que vão desde a influência no torcer aos valores de financiamento de cada time. Isso ocorre porque existe um abismo entre os principais times do Sul/Sudeste e os do restante do país. Por isso, o feito do Fortaleza tem sido bastante exaltado.

Assim, temos um cenário em que uma parcela se surpreende com o crescimento do futebol cearense, a gestão do Fortaleza e o amor de sua torcida. O acontecimento revela, por outro lado, um lastro de preconceito em relação ao tradicional clube da capital cearense, que é, frequentemente, tachado de pequeno por quem enxerga qualquer time, que não seja do centro do país, como não merecedor.

Fortaleza e Corinthians pelo Campeonato Brasileiro de 2021. Foto: ©Rodrigo Coca/Ag. Corinthians.

O desempenho do Fortaleza no ano de 2021 catapultou o clube em relação à projeção nacional e trará ainda um bom retorno financeiro, mas também foi capaz de escancarar a xenofobia contra nordestinos ou contra o que é da Região Nordeste, o que é possível categorizar como nordestinismo.

Emprega-se neste artigo o termo nordestinismo para buscar uma classificação para além de xenofobia, uma vez que estamos falando de um tipo de preconceito histórico e específico voltado para a Região Nordeste, um fenômeno com características próprias. Além disso, o conceito de xenofobia é amplo e, por isso, não consegue abarcar todas as particularidades que envolve situações próprias sofridas pela população da região. Como explica Janete de Pascoa Rodrigues (2009),

o nordestinismo aniquila as identidades coletivas e de classes, avançando até hoje em direção à perpetuação de interesses de alguns segmentos hegemônicos que sempre assumiram uma posição abstrata e autoritária sobre o Nordeste e sobre seu povo por adotarem concepções de categorias identitárias redutoras diante da complexidade do que é e do que sempre foi o Nordeste e os nordestinos (RODRIGUES, 2009, p. 9).

Em relação ao Fortaleza, o nordestinismo pôde ser visto após a classificação do Leão do Pici, especialmente nas redes sociais. Em meio às comemorações de muitos torcedores, também houve declarações que classificavam o Fortaleza como “time pequeno”, “minúsculo” — comentários concomitantes às críticas em relação aos times do Sul/Sudeste que não conseguiram se posicionar melhor que o time da capital cearense —, entre outras piadas feitas em relação ao fato de ser o debute do Fortaleza na Libertadores.

Um dos posts que se destaca é uma publicação de 4 de dezembro de 2021[4]: “Cruzeiro, São Paulo, Santos, Inter e Grêmio precisam voltam logo. Não tem como atlético mineiro ser campeão brasileiro, fortaleza e bragantino pegarem fase de grupos de libertadores e américa-mg ir pra pré-libertadores. Futebol brasileiro pede socorro” (sic.).

O nordestinismo não trata apenas de ações direcionadas ou comentadas sobre o Nordeste ou nordestinos, mas também sobre o apagamento sofrido. No perfil oficial do Instagram do principal jornal esportivo do país, o Globo Esporte[5], a classificação e comemoração da torcida do Fortaleza para fase de grupos não ganha nenhum destaque. As poucas vezes que o time é citado é quando há chamadas de classificações gerais.

Em outros momentos, foi possível perceber o tratamento recebido pelo Fortaleza em relação aos outros times do eixo, como o título de uma matéria sobre uma partida contra o Palmeiras, na qual o Tricolor venceu por 1 a 0. Ao invés de destacar a vitória do Fortaleza, a maioria dos portais ressaltou a derrota do Palmeiras[6].

Fortaleza e Palmeiras
Fortaleza vence o Palmeiras pelo Campeonato Brasileiro de 2021. Foto: Cesar Greco/Palmeiras.

As desigualdades são evidenciadas através dos números nos campeonatos nacionais e internacionais, na exposição na grande mídia e ainda na visão que se tem por se tratar de um time de uma cidade do Nordeste brasileiro. Além do debate sobre pertencimento, torcida, rivalidades e nordestinismo, podemos também discutir como o futebol opera e é operacionalizado dentro do capitalismo. A cada dia, o esporte se moderniza no sentido de encarecer ingressos com a arenização dos estádios, trocando torcedores por consumidores e gerando ainda nesse processo higienização e gentrificação dos espaços.

Esse é o retrato de como o futebol é moldado em um país de capitalismo dependente, principalmente com a intensificação do neoliberalismo e da financeirização, que, nos últimos anos, atinge diretamente o esporte. No fim, entre elogios e preconceitos, as mesas redondas de todo o país miram no exemplo daquele time que conseguiu ascender de uma série C em 2017, ser campeão da Série B em 2018, salvar-se do descenso em 2020, se reerguer em 2021, conquistando o seu maior feito. No palco montado para esse grande, caro e desigual espetáculo que é o futebol brasileiro, o Fortaleza cumpre bem o papel do excluído que, contra todas as chances, conseguiu realizar o sonho de estar entre os maiores, o maior case de sucesso do momento.

A questão, a partir de agora, é buscar entender como esse episódio afetará o clube, assim como todo o futebol nordestino, sobretudo por conta do orçamento inédito de quase R$ 90 milhões para 2022[7]. Apesar da narrativa de que o Fortaleza é o Nordeste na Libertadores, é importante relembrar que os clubes da região não estão no seu melhor momento. Exceto por Fortaleza e Ceará, não há mais nenhum time nordestino na Série A, mas sim espalhados pelas séries B, C e D.

Por isso, é fundamental refletir como se posicionarão os dois times cearenses em relação aos demais times nordestinos nos próximos anos, e se há alguma chance de se construir um abismo entre clubes da região, assim como ocorre em relação às partes periféricas e às centrais do Brasil.

Dentro da estrutura capitalista que temos — que preza pouco por solidariedade, e sobretudo sendo o futebol o esporte predatório que se tornou — a perspectiva é que, se caso ocorresse e se preciso fosse, o Leão do Pici passaria por cima dos demais times para ser a maior força da região e garantir sua entrada para a elite dos clubes do Brasil.

Existe uma disparidade que não começou nem acabará por causa desse episódio do Fortaleza. E o discurso de todos torcerem pelo time cearense como representante do Nordeste na Libertadores, assim como outros clubes que surgiram como representantes brasileiros em competições internacionais, apenas mascara a desigualdade imposta pelo futebol no país, onde poucos chegam no topo, poucos permanecem no topo e o futebol vai se constituindo como um esporte excludente, elitista e antipopular. Questionar isso, nos ajuda a evidenciar a desigualdade regional, social, cultural, financeira que nos atinge, inclusive no futebol.

O papel do torcedor do Fortaleza — e dos demais que assim quiserem — é de comemorar, de chorar, de se embriagar e de gritar até perder a voz com a conquista. Independentemente de todo mérito que cerque o Tricolor, é legítimo lembrar que as rivalidades locais, regionais e nacionais continuam, com suas respectivas heterogeneidades. O mais importante é compreender que o cenário do futebol brasileiro é de desequilíbrio permanente, de modo que a estrutura jamais permitirá um rodízio no qual diferentes clubes, de todas as partes do Brasil, participem da maior competição do continente. O gostinho de saber o que é estar na Libertadores será para poucos. Por isso, aos times da periferia, sobra um sonho longínquo de ser a exceção que prova a regra. O Fortaleza é o Fortaleza na Libertadores.

REFERÊNCIAS

CALDAS, Phelipe. O belo e suas torcidas: um estudo comparativo sobre as formas de pertencimento que cercam o Botafogo da Paraíba. 2019. 202 f. Dissertação (Mestrado em Antropologia) – Centro de Ciências Humanas, Letras e Artes; Centro de Ciências Aplicadas e Educação, Universidade Federal da Paraíba, João Pessoa, Rio Tinto, 2019.

RODRIGUES, Janete Páscoa. Mídias e identidades culturais nordestinas: transições entre estigmas e concretudes. XI Congresso de Ciências da Comunicação na Região Nordeste, Teresina, 2009.

WANDERLEY, Hévilla. A instrumentalização do futebol na Era Vargas e a centralização política no eixo Rio-São Paulo. Ludopédio, São Paulo, v. 147, n. 21, 2021.

Ranking da CBF. Disponível em: <http://www.rankingdeclubes.com.br/nacionais.htm>. Acesso em 15 dez. 2021.


[1] À exceção do Paysandu (PA), com o título da Copa dos campeões (2002), times do Norte e do Centro-Oeste não conquistaram nenhum título de relevância nacional e internacional. Não foram citados também devido às particularidades de ambas as regiões que não foram debatidas neste texto.

[2] O ranking da CBF está disponível em: http://www.rankingdeclubes.com.br/nacionais.htm. Acesso em: 15 dez. 2021.

[3] A CBF oficializou os títulos da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa como conquistas nacionais, equiparando-os ao Campeonato Brasileiro. Na época, a decisão causou polêmica entre os clubes sob a alegação de que os campeonatos anteriores a 1971 tinham menos times, ou mesmo menos jogos e, em alguns anos, ocorreram simultaneamente mais de uma edição, como em 1967 e 1968. (Cf: CBF oficializa títulos nacionais de 1959 a 70 com homenagem a Pelé. Disponível em: http://globoesporte.globo.com/futebol/brasileirao-serie-a/noticia/2010/12/cbf-oficializa-titulos-nacionais-em-cerimonia-com-presenca-de-pele.html. Acesso em: 15 dez. 2021.

[4] Optei por não citar a autoria do comentário.

[5] Disponível em https://www.instagram.com/ge.globo/. Acesso em 15 dez. 2021.

[6] Disponível em https://www.lance.com.br/futebol-nacional/fortaleza-bate-palmeiras-festeja-seu-aniversario-grande-estilo.html; https://bandnewsfm.band.uol.com.br/esportebandfm/palmeiras-perde-para-o-fortaleza-e-chega-a-quatro-derrotas-seguidas/; https://esportes.r7.com/futebol/times/palmeiras/palmeiras-perde-para-fortaleza-em-ensaio-para-final-da-libertadores-21112021; https://www.gazetaesportiva.com/times/palmeiras/com-titulares-palmeiras-e-superado-pelo-fortaleza-e-perde-terceiro-jogo-consecutivo/; https://ge.globo.com/video/palmeiras-perde-para-o-fortaleza-em-jogo-com-briga-na-defesa-10062212.ghtml. Acesso em 15 dez. 2021.

[7] Fortaleza terá orçamento recorde e quase R$ 90 milhões para o futebol em 2022; veja valores. Disponível em https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/opiniao/colunistas/andre-almeida/fortaleza-tera-orcamento-recorde-e-quase-r-90-milhoes-para-o-futebol-em-2022-veja-valores-1.3171041. Acesso em 15 dez. 2021.

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Hevilla Wanderley Fernandes

Formada em comunicação social - jornalismo e mestre em Ciência Política e Relações Internacionais, pela Universidade Federal da Paraíba. Compõe a Rede Nordestina de Estudos em Mídia e Esporte.

Como citar

FERNANDES, Hevilla Wanderley. O Fortaleza não é o Nordeste na Libertadores. Ludopédio, São Paulo, v. 150, n. 22, 2021.
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